MERCADO FINANCEIRO
Petrobras
subiu
Ibovespa
desceu
Consistência
A Bovespa passou a tarde de ontem de lado, rondando a estabilidade, em busca de um driver para que pudesse engatar trajetória mais consistente de alta ou de queda. Em meio ao compasso de espera pela conclusão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, no fim do mês, o mercado acionário tem reagido apenas pontualmente ao noticiário corporativo e aos preços das commodities negociadas no exterior.
Petrobras
Entre os destaques positivos, as ações da Petrobras ajudaram a sustentar o Ibovespa no atual patamar e terminaram em alta de mais de 3,0% as ON, beneficiadas pela forte valorização dos contratos futuros de petróleo em Londres e em Nova York. Os papéis da Vale também subiram, mas em ritmo mais moderado, apoiados na alta do minério e em dados da balança chinesa. Por outro lado, os bancos pesaram, assim como as siderúrgicas, impedindo o índice à vista de terminar no azul. Em Wall Street, o dia foi de realização.
Avaliação
O papel da Petrobras também foi beneficiado por uma melhora da avaliação de instituições financeiras. O Santander elevou a recomendação da estatal de manutenção para compra, com preço-alvo de R$ 20 para as ON, o que representa um potencial de ganho de 50,8%. O Bradesco BBI, por sua vez, vê a companhia como acima da média do mercado.
Pregão
O Ibovespa encerrou o pregão em leve queda de 0,04%, aos 57.635,42 pontos. Entre a mínima e a máxima, o índice à vista oscilou pouco, dos 57.504 pontos (-0,27%) aos 57.917 pontos (+0,44%). O giro financeiro foi mais fraco e somou R$ 5,05 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa acumula valorização de 0,57%, e no ano, alta de 32,96%.
Taxas de juros
Os juros futuros fecharam a sessão de ontem em alta ao longo de toda a curva, com mais intensidade nos vencimentos longos. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (78.640 contratos) estava em 13,975%, de 13,960% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 (70.165 contratos) subiu de 12,71% para 12,74%. O DI janeiro de 2019 (86.940 contratos) fechou em 12,17, de 12,12%. O DI janeiro de 2021 (100.975 contratos) avançou de 11,85% para 11,95%.
Dólar
Depois de ter caído 2,24% na semana passada, o dólar fechou estável ontem, cotado a R$ 3,1696 no mercado à vista. Pela manhã, um movimento de realização dos lucros recentes levou a cotação à máxima de R$ 3,1893 (+0,63%). Por outro lado, o fluxo positivo, a alta do petróleo e o sentimento otimista com os dados de emprego nos Estados Unidos divulgados na semana passada contribuíram para absorver a pressão de alta. Na mínima, a cotação foi aos R$ 3,1595 (-0,32%).
(Agência Estado)





