MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
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Dólar
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Bovespa
Em trajetória de alta pelo segundo pregão seguido, a Bovespa encerrou o dia no maior nível desde maio do ano passado, com direito a encostar no patamar dos 58 mil pontos pela primeira vez no ano. A bolsa brasileira pega carona mais uma vez na recuperação dos preços do petróleo do exterior, mas o bom humor foi instaurado nos mercados logo cedo, com a decisão do Banco da Inglaterra (BoE).
BC britânico
Além de confirmar a expectativa de corte da taxa de juros de 0,50% para 0,25%, o BC britânico surpreendeu ao elevar seu programa de compra de ativos, de 375 bilhões de libras para 435 bilhões de libras, com o objetivo de amenizar os possíveis impactos do "Brexit".
Impeachment
Internamente, também agradou ao mercado a aprovação, no fim da manhã, de parecer favorável ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff na Comissão Especial do Senado. Amplamente esperada, a vitória por 14 votos a cinco foi vista como um avanço no andamento do processo.
Em alta
O Ibovespa encerrou o pregão com valorização de 0,91%, aos 57.593,89 pontos, no maior patamar desde 5 de maio de 2015 (58.051 pontos). Em alta desde a abertura, o índice à vista encostou nos 58 mil pontos na máxima, quando subiu 1,67% (58.030 pontos). O volume financeiro somou R$ 7,96 bilhões. No mês, a Bolsa acumula alta de 0,50% e, no ano, de 32,86%.
Blue chips
Entre as blue chips, as ações da Petrobras encerraram em alta de 0,15% (ON) e 0,92% (PN), na esteira da recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional. Ainda sob efeito de um relatório do governo dos Estados Unidos divulgado quarta que mostrou queda acentuada nos estoques de gasolina, o WTI para setembro negociado na Nymex fechou em alta de 2,69%, a US$ 41,93 por barril. O avanço do Brent para outubro, negociado em Londres, foi de 2,76%, a US$ 44,29 por barril.
Dólar
O dólar caiu pelo terceiro dia seguido e rompeu o piso psicológico dos R$ 3,20. A queda foi determinada principalmente pelo cenário externo, mas ganhou reforço com o ingresso de recursos ao País e a melhora da percepção com o cenário doméstico. No final dos negócios, a moeda recuou 1,39%, aos R$ 3,1935 - menor patamar desde o dia 21 de julho de 2015.
Juros
Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (139.247 contratos) fechou em 13,980%, de 13,990%. O DI janeiro de 2018 (86.300 contratos) caiu de 12,83% para 12,78%. O DI janeiro de 2019 (92.408 contratos) encerrou na mínima de 12,20%, ante 12,30%. O DI janeiro de 2021 (83.332 contratos) terminou em 11,97%, de 12,08%.
(Agência Estado)





