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Bovespa
A Bovespa fechou o dia em alta de 1,13% e atingiu 57.308,20 pontos, novo pico de 2016. Em julho, os ganhos acumulados foram de 11,22%. A valorização da bolsa pelo segundo mês consecutivo é atribuída a uma combinação entre a melhora de percepção com o Brasil e a manutenção de condições externas para o ingresso de recursos externos ao País.

Bancos
Entre as ações que mais contribuíram para a alta do Ibovespa estiveram os bancos, justamente o destaque de queda na véspera. Bradesco PN, que havia caído 4,45% após a divulgação de balanço trimestral e aceitação de denúncia na Justiça contra seus executivos, ontem subiu 3,13%. Banco do Brasil, que vinha de uma queda de 3,77% no pregão anterior, subiu 1,84%. Itaú Unibanco (também +1,84%) e Santander Unit (+2,57%) foram os outros destaques do setor.

Petrobras
As ações da Petrobras também contribuíram para a alta do Ibovespa, com ganhos de 5,02% (ON) e 3,76% (PN). Mais que a alta dos preços do petróleo no mercado internacional, as ações da estatal petrolífera reagiram às notícias de avanços no plano de desinvestimento da companhia.

Resultados
A divulgação de resultados trimestrais também interferiu nos negócios no último pregão de julho. Embraer ON despencou 15,45% após divulgar prejuízo líquido de US$ 99,4 milhões, quando a expectativa dos analistas era de lucro de US$ 116,9 milhões. Ambev ON caiu 3,29%, após a fabricante de bebidas anunciar lucro líquido de R$ 2,046 bilhões, com queda de 18,4% sobre o mesmo período do ano passado.

Dólar
O dólar fechou esta sexta-feira em forte queda ante o real. O ajuste acompanhou o viés negativo do dólar no exterior, após o crescimento do PIB dos EUA no segundo trimestre abaixo do esperado. Houve também pressão para baixo exercida por bancos na disputa pela formação da última Ptax do mês, que encerrou aos R$ 3,2390 (-1,07%).

À vista
No mercado à vista, a moeda norte-americana encerrou aos R$ 3,2420, com baixa de 1,59%. No mês de julho, porém, acumulou leve alta de 0,98%. Em 2016, no entanto, o desempenho está negativo em 18,13%. O volume financeiro registrado na clearing de câmbio somou US$ 1,342 bilhão. Já o dólar futuro para setembro, que passou a concentrar a liquidez a partir de ontem, encerrou com baixa de 1,46%, aos R$ 3,2760. O volume financeiro negociado totalizou US$ 16,802 bilhões.

Juros
Ao final da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (61.890 contratos) fechou na mínima de 13,975%, ante 13,995% no último ajuste. O DI janeiro de 2018 (88.535 contratos) caiu de 12,91% para 12,83%. O DI janeiro de 2021 (81.275 contratos) encerrou na mínima de 11,98%, de 12,08%.

(Agência Estado)

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