Subiu
dólar

Desceu
petróleo

Expectativas
O mercado de câmbio operou com giro pequeno e um viés de alta na maior parte da sessão de ontem. A demanda pela divisa americana foi estimulada pelo forte recuo do petróleo, a queda de moedas emergentes e preocupações com o quadro fiscal do País, segundo operadores de câmbio. A fraca agenda diária deixou os investidores em compasso de espera por eventos importantes da semana. Internamente, estão no radar a divulgação da ata da reunião do Copom da semana passada, que deve ocorrer hoje, os dados fiscais do setor público consolidado (dia 29) e de arrecadação federal, ainda sem data marcada.

Dólar
No fechamento, o dólar à vista estava em alta de 0,91%, aos R$ 3,2885. O giro total movimentado somou cerca de US$ 488,6 milhões. Na sessão, a mínima foi de R$ 3,2554 (-0,10%) e a máxima, de R$ 3,2958 (+1,14%). No mercado futuro, às 17h27, o dólar para agosto subia 0,87%, aos R$ 3,2925. Na mínima, caiu a R$ 3,2615 (-0,08%) e, na máxima, subiu a R$ 3,3025 (+1,18%).

Baixa do petróleo
No exterior, os preços do petróleo aprofundaram as perdas durante a tarde de ontem, quando atingiram as mínimas em três meses. O recuo abaixo de US$ 45 por barril em Londres decorreu das preocupações com o excesso de oferta da commodity, sobretudo de derivados. No fechamento, o petróleo tipo Brent para setembro caiu 2,23%, aos US$ 44,67 por barril, em Londres. Em Nova York, o WTI para o mesmo mês recuava 2,56%, aos US$ 43,06 por barril.

Bovespa
A bolsa começou a semana com uma leve realização de lucros, favorecida pelo desempenho negativo das bolsas americanas. O Índice Bovespa fechou em baixa de 0,23%, aos 56.872,72. Os investidores optaram por manter um tom cauteloso, com baixo volume de negócios, em meio à expectativa pela reunião do Fed e pelos resultados trimestrais das empresas brasileiras. Foram negociados R$ 5,64 bilhões, abaixo da média diária de julho, de R$ 6,77 bilhões.

Até o momento
Com o resultado de ontem, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 10,38% em julho e de 31,20% em 2016. Na última quinta-feira, 21, houve ingresso externo de R$ 180,9 milhões na Bovespa, levando o acumulado de julho a um saldo positivo de R$ 4,581 bilhões. No ano, há ingresso de R$ 17,223 bilhões em recursos externos.

Taxas de juros
Os juros futuros de curto e médio prazos terminaram a sessão regular de ontem perto dos ajustes anteriores e os longos tiveram alta moderada. A pressão refletiu as preocupações com o cenário fiscal e também o cenário externo mais cauteloso. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 terminou com taxa de 13,940%, ante 13,945% no ajuste de sexta-feira, com 85.220 contratos. O DI janeiro de 2018 (65.835 contratos) fechou na mínima de 12,82%, ante 12,84% no último ajuste. O DI janeiro de 2021 (69.425 contratos) subiu de 12,07% para 12,11%.

mockup