Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Bons ventos
A Bovespa teve ontem a nona alta consecutiva, comandada principalmente pelos investidores estrangeiros em meio ao cenário internacional mais ameno e a um aumento do sentimento positivo com o Brasil. O Índice Bovespa avançou 1,63%, aos 56.484,21 pontos – maior nível desde 15 de maio de 2015. Nos 12 pregões de julho, o Ibovespa subiu em 11. Com isso, acumula alta de 9,62% no mês e de 30,30% no ano.

Cenário
A eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, em substituição ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é um dos pontos mais citados para justificar o bom humor do investidor do Brasil. Relatórios de bancos estrangeiros revelam a expectativa de corte de juros no País no médio.

Construção
As altas foram generalizadas no mercado, mas os analistas chamaram a atenção para um dos setores mais sensíveis à expectativa de retomada da economia e que andava "largado" na Bovespa: o de construção. Na lista de maiores altas do Ibovespa esteve Cyrela ON (+3,56%). Fora do índice, ações como PDG Realty ON (12,50%) e Rossi Residencial ON (+8,95%) foram os grandes destaques.

Elétricas
O setor elétrico também esteve entre as maiores altas, refletindo a expectativa de privatizações, fusões e aquisições no setor. Cemig PN subiu 5,31% e foi a quarta maior alta do Ibovespa. Copel MPNB avançou 2,59%.

Petróleo
As ações da Petrobras subiram 3,33% (ON) e 4,81% (PN), mesmo com quedas significativas nos preços do petróleo no mercado internacional. O noticiário positivo recente para a estatal foi um dos motivos.

Dólar
O dólar se firmou em queda durante a tarde, ajudado por um volume baixo de operações. Os principais indutores foram as apostas no adiamento da alta de juros nos EUA e transferência para o Brasil de recursos anteriormente destinados à Turquia. No balcão, fechou aos R$ 3,2499, em queda de 0,53%. O giro total ficou em US$ 481,211 milhões, frente aos US$ 1,533 bilhão na sexta-feira. No futuro, o contrato para agosto fechou em baixa de 0,93%, aos R$ 3,2665.

Juros
Os juros futuros terminaram entre a estabilidade e leve baixa. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI), que movimentou 36.390 contratos, fechou em 13,880% (máxima), de 13,875% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 (59.450 contratos) encerrou em 12,67%, de 12,69%. O DI janeiro de 2021 (62.040 contratos) fechou em 11,95%, de 11,97%. (Agência Estado)

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