Ibovespa
A Bovespa reduziu o ímpeto, mas mesmo assim registrou sua oitava alta consecutiva ontem. Depois de ter alternado altas e baixas algumas vezes, o Índice Bovespa voltou ao terreno positivo e fechou em alta de 0,18%, aos 55.578,23 pontos. Com isso, galgou novo pico no ano, situando-se no maior nível desde 18 de maio (56.204 pontos). O mercado iniciou o dia em baixa, refletindo a postura mais conservadora dos investidores diante do atentado em Nice, que gerou perdas nas bolsas europeias e fortaleceu o dólar frente a moedas emergentes. Os preços do petróleo enfrentaram volatilidade e contribuíram para o movimento vendedor. Por outro lado, dados da economia americana vieram acima do previsto e incentivaram uma alta pontual na Bovespa. A produção industrial subiu 0,6% em junho ante maio, acima da previsão de +0,4%. As vendas no varejo cresceram 0,6% em junho ante maio, contra estimativa de alta de 0,1%.

ViradaA virada definitiva veio pouco depois das 15 horas, puxada por papéis dos setores financeiro e siderúrgico, além das ações preferenciais da Petrobras, que fecharam em alta de 0,82%, acompanhando a consolidação da alta dos preços do petróleo. As ordinárias, preferidas pelos investidores estrangeiros, continuaram em terreno negativo e tiveram baixa de 0,75%.

CespEntre as ações que fazem parte do Ibovespa, a maior alta foi de Cesp PNB, que disparou 18,82%, com diversos leilões ao longo da sessão. A valorização foi gerada pela expectativa de privatização da elétrica paulista. Usiminas PNA foi a segunda maior alta do índice (+8,29%), em resposta ao acordo para prorrogar débitos com credores. Com o resultado de ontem, o Ibovespa acumula ganho de 7,86% no mês e de 28,21% no ano. Na semana, a alta foi de 4,59%. O volume de negócios no dia foi de 6,88 bilhões, pouco acima da média diária de julho (R$ 6,48 bilhões).

DólarO dólar oscilou entre perdas e ganhos ao longo de toda a sessão desta sexta-feira, mas se firmou em alta nos minutos finais do pregão, aos R$ 3,2672 (+0,24%) no mercado à vista. O giro total ficou em US$ 1,533 bilhão, de acordo os registros da clearing da BM&F Bovespa. No segmento futuro, o contrato de dólar para agosto avançou 0,93%, aos R$ 3,2970, com um volume de negócios de US$ 11,309 bilhões.

JurosAo término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 estava em 13,875%, de 13,860% no ajuste de quinta-feira, com 96.445 contratos. O DI janeiro de 2018 (66.620 contratos) passou de 12,67% para 12,69%, e o DI janeiro de 2019, de 12,18% para 12,21%, com 117.690 contratos. O DI janeiro de 2021 (93.290 contratos) fechou em 11,97%, de 11,98%.

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