Petrobras
sobe

Bradesco
ON desce

Dólar
O dólar subiu ontem ante o real, pela quarta sessão seguida, apesar da queda da divisa norte-americana no exterior. Os profissionais do mercado apontaram que o câmbio doméstico destoou da movimentação lá fora por causa de incertezas em torno da meta fiscal do governo para 2017. Também foram embutidos no preço a persistente expectativa de novos leilões de swap cambial reverso e preocupações sobre os efeitos do Brexit na economia global.

Cotação
O dólar à vista no balcão fechou em alta de 1,00%, ao R$ 3,3357, acumulando ganho de 3,90% em julho. O giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa foi de US$ 955,955 milhões. No mercado futuro, o dólar para agosto teve valorização de 0,77%, aos R$ 3,3550. O volume de negócios estava em US$ 14,588 bilhões

Bovespa
Depois de ter caído até 1,96%, o Índice Bovespa inverteu a tendência nos últimos minutos de negociação e fechou em alta de 0,11%, aos 51.901,80 pontos. A recuperação das commodities e as altas das bolsas americanas foram determinantes para o desempenho positivo do mercado brasileiro, que permaneceu bastante atrelado ao cenário internacional. Os R$ 5,34 bilhões negociados na Bovespa mostram, no entanto, que a cautela diante das incertezas continua a retrair o investidor.

Virada
A virada da Bovespa começou a se desenhar mais nitidamente a partir da ata do Fed, às 15h, uma vez que a queda persistia mesmo em meio à valorização de ações de grande peso, como Petrobras, Vale e siderúrgicas. As ações da Petrobras subiram 3,09% (ON) e 2,26% (PN), enquanto Vale ON e PNA avançaram 1,43% e 2,25%, respectivamente. CSN ON (+5,23%) e Gerdau Metalúrgica PN (+2,48%) também reagiam positivamente antes das demais.

Bancos
A pressão contrária vinha em boa parte do setor financeiro, ainda bastante suscetível às incertezas em torno do Brexit, mas perdeu força após a ata do Fed. Ao final do pregão, Santander Unit subiu 0,33% e Itaú Unibanco avançou 0,39%. Ainda assim, Banco do Brasil ON (-0,24%) e Bradesco ON (-0,48%) não conseguiram se recuperar das quedas.

Juros
Os juros futuros terminaram em alta na sessão regular desta quarta-feira da BM&FBovespa, refletindo principalmente as preocupações com o cenário fiscal brasileiro, em meio ainda às incertezas do cenário externo. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 encerrou com taxa de 13,915%, ante 13,910%, com 172.943 contratos negociados. O DI janeiro de 2018 (132.668 contratos) fechou em 12,80%, de 12,74%. O vencimento para janeiro de 2019 (82.850 contratos) subiu de 12,33% para 12,41%. O DI janeiro de 2021 (140.334 contratos) fechou em 12,32%, de 12,24%.

(Agência Estado)

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