MERCADO FINANCEIRO
Dólar
sobe
Bovespa
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Dólar
As preocupações em torno das consequências da separação do Reino Unido da União Europeia sustentaram a alta do dólar, que subiu ontem pela terceira sessão consecutiva ante o real. Dois fatores incomodam os investidores globais em razão da esperada desaceleração econômica na Europa: a saúde dos bancos na região, sobretudo os italianos, e um movimento de fuga de capitais de fundos no Reino Unido.
Cotação
O dólar à vista fechou em alta de 1,11% aos R$ 3,3027, na máxima intraday. Em três dias, a alta acumulada chega a 2,87%. O giro à vista registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa estava em US$ 702,284 milhões, mantendo-se abaixo da média diária, na volta do feriado norte-americano do Dia da Independência. No mercado futuro, o contrato de dólar para agosto terminou com avanço de 0,97%, aos R$ R$ 3,3295, com volume negociado de US$ 12,287 bilhões.
Bovespa
Depois de uma sequência de cinco altas consecutivas, a Bovespa sucumbiu diante do mau humor do mercado internacional e fechou em queda de 1,38%, aos 51.842,27 pontos. A realização dos lucros recentes teve como principal detonador o retorno das preocupações com a saída do Reino Unido da União Europeia. Temerosos quanto aos efeitos negativos do Brexit na economia europeia e global, investidores migraram para ativos seguros, como o dólar e os Treasuries, títulos do Tesouro americano. A queda dos preços do petróleo e as incertezas com o cenário brasileiro também contribuíram para a correção nos preços das ações.
Petróleo
O petróleo foi importante variável nesta sessão de negócios. A commodity caiu 4,88% no vencimento de agosto da Nymex e 4,27% no vencimento de setembro da ICE. Além da aversão ao risco, o petróleo também reagiu ao aumento de estoques nos Estados Unidos. Como consequência, as ações da Petrobras estiveram entre as maiores quedas do Ibovespa durante todo o pregão. No fechamento, Petrobrás ON e PN computaram perdas de 5,66% (ON) e de 5,88% (PN).
Juros
Os juros futuros fecharam a sessão em alta, refletindo os temores sobre as consequências do Brexit. Internamente, favoreceu o movimento ascendente a expectativa em relação ao anúncio da meta fiscal de 2017. Ao término da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (72.679 contratos) fechou em 13,910%, de 13,880%. O DI janeiro de 2018 (82.330 contratos) subiu de 12,68% para 12,74%. O DI janeiro de 2019 (86.305 contratos) fechou em 12,33%, de 12,25%. O DI janeiro de 2021 (119.180 contratos) encerrou com taxa de 12,24%, ante 12,12%.
(Agência Estado)





