Subiu
Ibovespa

Desceu
Dólar

Dólar
O dólar caiu ontem pela terceira sessão seguida ante o real, aos R$ 3,2105 (-0,83%) no mercado à vista, e encerrou o dia no menor nível desde 21 de julho de 2015, a R$ 3,1680. No período de três dias, a perda foi de 5,35%. Como resultado, houve baixa acumulada de 11,09% em junho, a maior queda mensal desde abril de 2003, quando cedeu 13,15%. O dólar futuro para agosto recuou 0,23%, aos R$ 3,2405, com giro financeiro de cerca de US$ 23,752 bilhões.

Interpretações
Declarações do secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Daniel Godinho, de que, por enquanto, a taxa de câmbio não está atrapalhando as exportações pesaram no dólar à vista. Além disso, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, enfatizou que compete ao BC definir a estratégia para a convergência da inflação à meta de 4,5% em 2017. Em conjunto, os comentários das autoridades foram interpretados no mercado como sinais de manutenção da Selic por período prolongado e de que o dólar pode continuar fraco em razão da possibilidade de novos fluxos de recursos estrangeiros, o que favoreceria o objetivo da autoridade monetária.

Balanço semestral
O real terminou o primeiro semestre deste ano com ganho de 19,59% frente ao dólar no mercado à vista. Foi a maior valorização global em relação à moeda americana neste ano.

Bovespa
A Bovespa avançou ontem pelo terceiro pregão consecutivo, novamente influenciada pelo mercado internacional, e terminou o dia aos 51.526,92 pontos, com ganho de 1,03%. O volume de negócios totalizou R$ 7,9 bilhões, acima dos R$ 6,4 bilhões da média diária de junho. Com o resultado de ontem, o Ibovespa acumulou alta de 6,30% em junho e de 18,87% no primeiro semestre de 2016. Em 12 meses, no entanto, o índice ainda registra perdas de 2,93%.

Petróleo
Apesar da melhora do humor no mercado externo, os preços do petróleo seguiram em queda, em meio a preocupações com a oferta da commodity. Com isso, as ações da Petrobras operaram em queda durante todo o dia, o que limitou bastante a alta do Ibovespa. Ao final do pregão, Petrobras ON teve queda de 0,52%, enquanto Petrobras PN recuou 0,84%. No acumulado de junho, Petro ON e PN tiveram alta de 13,06% e 17,16%, respectivamente.

Taxas de juros
Os juros futuros de curto prazo mantiveram, no fechamento da sessão regular de ontem, o sinal de alta, enquanto os longos encerraram em queda. Os investidores, a exemplo do dia anterior, novamente buscaram se antecipar à redução da meta de inflação para 2018 para abaixo de 4,5%, definida em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 encerrou com taxa de 13,925%, ante 13,885% no ajuste de ontem, e 187.255 contratos negociados. O DI janeiro de 2018 (479.305 contratos) subiu de 12,82% para 12,88%. O DI janeiro de 2019 (260.020 contratos) ficou quase estável, em 12,41%, de 12,40%. Com 246.810 contratos, o DI janeiro de 2021 encerrou a 12,15%, de 12,21% no último ajuste.

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