MERCADO FINANCEIRO
Dólar
O dólar fechou ontem no menor nível em quase 11 meses no balcão, após um movimento de desmonte de posições compradas no mercado futuro por investidores estrangeiros em reação à entrevista do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. O novo chefe do BC prometeu reduzir mais a exposição da entidade em swaps cambiais quando encontrar a janela de oportunidade para continuar baixando o estoque, quando e se for possível. O dólar à vista terminou aos R$ 3,3046 (-2,57%) no balcão, no valor mais baixo desde o fechamento em 23 de julho de 2015 (aos R$ 3,2910). O volume total negociado somou cerca de US$ 1,586 bilhão. O dólar para julho somou US$ 19,913 bilhões (398.275 contratos negociados), ante US$ 14,306 bilhões de segunda-feira. Esse contrato fechou com queda de 2,71%, aos R$ 3,3050.
Ibovespa
Depois de dois dias de fortes perdas, os investidores do mercado de ações dedicaram o dia de ontem à busca por boas oportunidades de compra. Com isso, o pregão foi de recuperação de preços no Brasil, que acompanhou o movimento das bolsas na Europa e nos Estados Unidos. O resultado foi uma alta de 1,55% do Índice Bovespa (50.006,56 pontos), que recompôs parte dos 4,49% perdidos nos dois pregões posteriores ao plebiscito que decidiu sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.
Bancos
Entre os bancos, responsáveis por mais de 25% da composição do Ibovespa, voltaram a se destacar. Itaú Unibanco PN subiu 3,50%, Bradesco PN avançou 2,47% e Santander Unit ganhou 1,11%. Petrobras e Vale estiveram em destaque mais uma vez, mas agora em terreno positivo. O petróleo fechou em alta de 3,28% na bolsa de Nova York e de 3,01% na de Londres. Com isso, Petrobras ON e PN fecharam com ganhos de 4,17% e 4,78%, respectivamente. Vale ON (+4,46%) e Vale PNA (4,75%).
Juros
Os juros futuros tiveram um forte ajuste de taxas ontem. As taxas curtas dispararam e as longas fecharam em queda. Na curva a termo, as apostas de corte do juro básico, ontem em 14,25%, no encontro de julho foram apagadas e a chance de baixa no encontro de agosto foi reduzida de cerca de 100% ontem para 70%, segundo fontes da área de renda fixa. Em sessão de forte volume de negócios, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (364.685 contratos) fechou a etapa regular na máxima de 13,840%, de 13,650% no ajuste de segunda-feira. O DI janeiro de 2018 (445.055 contratos) subiu de 12,53% para 12,68%. O DI janeiro de 2019, que girou 293.475 contratos, terminou em 12,22%, na mínima, ante 12,19%. O DI janeiro de 2021 fechou na mínima de 12,07%, ante 12,23% no ajuste anterior, com 234.485 contratos.





