MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Petrobras
Aversão ao risco
A Bovespa chegou a ensaiar uma discreta alta na manhã de ontem, mas sucumbiu diante da aversão ao risco no mercado internacional e fechou em queda de 1,72%, com o Índice Bovespa em 49.245,53 pontos. A queda acompanhou o movimento negativo das bolsas na Europa e nos Estados Unidos, em meio às dúvidas sobre até que ponto a saída do Reino Unido da União Europeia vai interferir no ritmo da economia global. Entre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores altas do dia ficaram com Cosan ON (+2,27%), Raia Drogasil ON (+2,05%) e BB Seguridade ON (+1,95%). Com o resultado, o Ibovespa passa a acumular alta de 1,60% em junho e de 13,60% em 2016.
Financeiras
A baixa do Índice Bovespa foi puxada principalmente pelas ações do setor bancário, sintonizadas com os pares internacionais. As ações de bancos refletem o temor de fuga de recursos de bancos europeus. As ações do segmento financeiro negociadas no Brasil seguiram a tendência com Bradesco PN (-3,95%), Itaú Unibanco (-3,35%) e Santander Unit (-2,39%) entre os destaques.
Petróleo
As ações da Petrobras também foram destaque de baixa, ao acompanhar a desvalorização dos preços do petróleo nas bolsas de Nova York (-2,75%) e Londres (-2,58%). Ao final do pregão, Petrobras ON teve perda de 5,51% e Petrobras PN, de 5,08%. Já a alta de 3,5% do minério de ferro no mercado à vista chinês não foi suficiente para sustentar as ações da Vale em alta. Os papéis chegaram a subir pontualmente, mas se renderam às ordens de venda ainda pela manhã e terminaram o dia em queda de 2,70% (ON) e de 1,72% (PNA).
Dólar
As preocupações em torno da saída do Reino Unido da União Europeia mantiveram a alta do dólar ante o real. A libra esterlina seguiu em baixa. O dólar à vista no balcão fechou aos R$ 3,3918, em alta de 0,42%, com aumento do volume total de negócios, para US$ 2,734 bilhões, ante US$ 1,667 bilhão na última sexta-feira. No mercado futuro, o dólar para julho encerrou em alta, de 0,50%, aos R$ 3,3970, com giro de US$ 14,306 bilhões.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (197.205 contratos) fechou com taxa de 13,650%, de 13,690% no ajuste de sexta-feira. O DI janeiro de 2018 (225.320 contratos) caiu de 12,64% para 12,53%. O DI janeiro de 2019 (176.970 contratos) encerrou em 12,19%, de 12,39%. O DI janeiro de 2021 fechou em 12,23%, na mínima, ante 12,44%, com 135.700 contratos. (Agência Estado)





