Subiu
Estácio

Desceu
Vale

Reino Unido
A aprovação da saída do Reino Unido da União Europeia gerou um forte movimento de aversão ao risco, que penalizou as bolsas de valores no mundo todo. No entanto, a queda de ontem de 2,82% da Bovespa (50.105,26 pontos) foi interpretada como uma correção das expectativas otimistas nos últimos dias. Evidência é o volume de negócios movimentado na bolsa, de R$ 6,975 bilhões, pouco acima da média de junho (R$ 6,457 bilhões), descartando saída expressiva de recursos do mercado. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, afirmou que o impacto da saída no curto prazo é limitado no Brasil, porque o fluxo de comércio entre ambos é de 1,5%.

Efeitos
As commodities sofreram perdas, com destaque para os preços do petróleo, que fecharam em queda de quase 5% nas bolsas de Nova York e de Londres. Com isso, as ações da Petrobras fecharam em baixa de 5,15% e de 4,34%, respectivamente. A Vale, por sua vez, registrou quedas de 8,32% (ON) e de 8,96% (PNA), acompanhando de perto os preços das ações de seus pares no exterior. Outro setor fortemente penalizado foi o bancário. As units do espanhol Santander cederam 4,19% e Itaú Unibanco PN terminou com perda de 3,50%.

No geral
Mesmo com a queda de hoje, o Ibovespa ainda contabilizou valorização de 1,15% no acumulado da semana. No mês, o índice registra alta de 3,37% e, no ano, de 15,59%. Entre as 59 ações que fazem parte do Ibovespa, somente Estácio ON (+3,13%) e Kroton (+0,29%) fecharam em alta, refletindo as negociações entre as duas empresas do setor educacional.

Dólar
As incertezas pela decisão do Reino Unido sustentaram o dólar à vista, que fechou em alta de 1,07%, aos R$ 3,3777 no balcão. No entanto, foi amenizada pela perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) pode postergar o aperto monetário para o ano que vem. No mercado futuro, o dólar para julho encerrou a sexta-feira em alta da 1,05%, aos R$ 3,3800, com giro de US$ 17,065 bilhões.

Juros
Os juros futuros fecharam em queda nos contratos de curto e médio prazos e leve alta nos longos. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 encerrou na mínima de 13,690%, ante 13,740% no ajuste de anteontem, com 202.360 contratos. O DI janeiro de 2018 (270.970 contratos) fechou em 12,64%, de 12,66%. O DI janeiro de 2019, que movimentou 210.325 contratos, ficou estável em 12,39%. O DI janeiro de 2021 (143.385 contratos) encerrou com taxa de 12,44%, ante 12,41% no último ajuste. (Agência Estado)

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