MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Petrobras
Desceu
CPFL ON
Câmbio
O dólar manteve-se em queda no mercado à vista e fechou ontem a R$ 3,3420 (-1,09%), menor valor desde 29 de julho de 2015 (a R$ 3,330). A moeda americana ampliou as perdas acumuladas em junho para 7,45% ante o real. O ajuste ocorreu com forte giro financeiro, de cerca de US$ 2,121 bilhões, e refletiu o alívio em geral decorrente da sinalização das pesquisas sobre o referendo britânico, que apontam maioria de votos a favor da permanência do Reino Unido na União Europeia. O dólar futuro para julho encerrou na mínima do dia, em baixa de 1,23%, aos R$ 3,3450, com giro financeiro de US$ 11,929 bilhões.
Ação do BC
Os leilões de linha do BC de até US$ 4,4 bilhões ajudaram a limitar a queda do dólar. Um economista de uma gestora de recursos afirmou que o apetite por ativos de risco no exterior se sobrepôs às notícias locais.
Bovespa
Contagiada pelo otimismo do cenário internacional, a Bovespa operou em alta firme e fechou com ganho de 2,80%, aos 51.559,81 pontos. Contribuiu para o bom humor do investidor a notícia da prisão de Paulo Bernardo (PT-PR), ex-ministro dos governos Lula e Dilma, interpretada como fator de fortalecimento do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff.
Blue Chips
A alta da bolsa foi generalizada, mas teve nas blue chips seus principais destaques. As ações da Petrobras tiveram altas de 3,43% (PN) e de 3,53% (PN), apoiadas na alta dos preços do petróleo. Vale ON (+4,67%) e Vale PNA (5,10%) subiram acompanhando seus pares internacionais. Além dessas ações, as do setor bancário também tiveram alta superior à média do mercado.
Quedas
Entre as 59 ações que fazem parte do Ibovespa, somente três fecharam em baixa. Foram elas: Cesp PNB (-0,94%), Raia Drogasil ON (-0,66%) e CPFL ON (-0,05%). Com o resultado de ontem, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 6,37% em junho e de 18,94% em 2016. O volume de negócios, de R$ 5,56 bilhões, ficou abaixo da média diária de junho (R$ 6,5 bilhões).
Taxas de juros
Os juros futuros de médio e longo prazos encerraram a sessão desta quinta-feira em queda, refletindo a aposta de que o Reino Unido continuará dentro da União Europeia. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 (79.820 contratos) encerrou estável em 13,740%. O DI janeiro de 2018 (153.605 contratos) caiu de 12,69% para 12,66%. O DI janeiro de 2019, que movimentou 121.715 contratos, terminou a 12,39%, de 12,45%. O DI janeiro de 2021 (115.430 contratos) encerrou em 12,41%, de 12,49%. (Agência Estado)





