MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Vale
Desceu
JBS
Olho na UE
Depois de ter subido durante cinco pregões consecutivos, a Bovespa se rendeu ontem à cautela com o plebiscito que decidirá sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia e fechou em queda de 1,34%, aos 50.156,30 pontos. A bolsa chegou a subir até 0,79%, mas inverteu a tendência à tarde, apoiada na fraqueza das bolsas americanas e na queda significativa dos preços do petróleo, em meio à divulgação de novas pesquisas de intenção de voto no Reino Unido, que indicam a permanência na União Europeia.
Petróleo
Outro fator que pesou negativamente para a bolsa foi a queda dos preços do petróleo nas bolsas de Nova York e Londres. A commodity caiu 1,44% na Nymex e 1,46% na ICE. As ações da Petrobras, que pela manhã resistiram fortemente, sucumbiram à tarde. Petrobras ON e PN cederam 2,43% e 1,99%, respectivamente, ambas fechando na mínima do dia.
Siderurgia
A queda da bolsa não foi maior devido ao desempenho das ações de mineração e siderurgia, que andaram na contramão do mercado, animadas pela alta das commodities metálicas. As ações da Vale tiveram alta de 1,60% (ON) e de 2,49% (PNA). Bradespar PN, acionista da Vale, registrou ganho de 1,44%. Gerdau Metalúrgica PN avançou 2,54%.
Exportadores
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, os destaques de baixa ficaram com empresas exportadoras, que reagiram negativamente à queda de 1% do dólar. Entre elas estiveram JBS ON (-4,53%), Fibria ON (-4,20%) e BRF ON (-3,71%). Foram movimentados R$ 6,48 bilhões, dentro da média de junho (R$ 6,5 bilhões).
Dólar
O dólar caiu ante o real no mercado à vista, pressionado pelo ingressos de recursos de exportadores e um movimento de desmonte de posições compradas no mercado futuro. A moeda fechou a R$ 3,3789 no balcão (-1,01%). O volume de negócios à vista, de US$ 2,507 bilhões. O dólar futuro para julho recuou 1,10%, para R$ 3,3865, com giro de US$ 14,100 bilhões.
Juros
Os juros futuros fecharam com alta moderada nos contratos de médio prazo, enquanto os curtos e os longos ficaram ao redor dos ajustes anteriores. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 fechou em 13,740%, de 13,745% no ajuste de anteontem, com 207.875 contratos. O DI janeiro de 2018 (103.460 contratos) ficou em 12,69%, de 12,66%. O DI janeiro de 2019 (120.415 contratos) subiu de 12,38% para 12,45%. O DI janeiro de 2021 girou 97.215 contratos e terminou em 12,49%, de 12,47%. (Agência Estado)





