Subiu
Ibovespa

Desceu
Taxa de juros

Bovespa
A Bovespa teve ontem seu quinto avanço consecutivo, ao fechar em alta de 1,01%, aos 50.837,80 pontos. O pedido de recuperação judicial feito pela operadora de telefonia Oi afetou as ações do setor bancário, credor de boa parte dos R$ 65,4 bilhões devidos pela empresa. As perdas, no entanto, foram minimizadas e o dia terminou melhor do que começou.

Fator Oi
O Índice Bovespa chegou a cair 1,29% pela manhã, com a percepção de que o colapso da Oi teria impacto imediato no balanço de grandes bancos, por conta do aumento das provisões para devedores duvidosos. Uma recuperação veio à tarde, com uma melhora de percepção dos investidores quanto ao desfecho do problema da Oi e seus desdobramentos. O presidente da Febraban, Murilo Portugal, disse que os bancos no Brasil estão bem provisionados. Ao mesmo tempo, começavam a crescer especulações em torno de alternativas para a Oi, como venda a investidores estrangeiros ou mesmo fusão com outras companhias.

Bancos
Ao final do pregão, Banco do Brasil fechou em queda de 4,46%, depois de ter recuado até 5,06%. Itaú Unibanco ficou praticamente estável, em baixa de 0,03%, após ter recuado até 2,62%. Já Bradesco PN e ON se recuperaram das perdas e fecharam com altas de 1,18% e 1,12%, respectivamente. As ações da Oi, que não fazem parte do Ibovespa e foram excluídas dos demais índices, tiveram os negócios suspensos.

Dólar
Após um dia volátil, o dólar fechou na máxima na sessão de ontem, aos R$ 3,4134, em alta de 0,41% no mercado à vista, acompanhando a elevação de 0,50% do Dollar Index no final do dia. O movimento foi conduzido pela cautela dos investidores em relação ao resultado do referendo que vai decidir se o Reino Unido permanece ou não na União Europeia. O giro financeiro somou US$ 1,987 bilhão. Já no mercado futuro, o contrato para julho subiu 0,57%, aos R$ 3,4240. O volume negociado atingiu US$ 14,478 bilhões.

Juros
Os juros futuros fecharam em baixa ao longo de toda a curva a termo, influenciados pelo IPCA-15 de junho abaixo do esperado, pelo apetite ao risco visto no exterior e pela repercussão positiva do acordo para renegociação da dívida dos Estados. Ao término da negociação regular da BM&FBovespa, ontem, o contrato com Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 indicou 13,745%, ante 13,790% no ajuste de ontem, com 226.505 contratos. O DI janeiro de 2018 (142.785 contratos) encerrou em 12,66%, de 12,78% no ajuste anterior, com 142.785 contratos. A taxa do DI janeiro de 2019 (12.990 contratos) caiu de 12,54% para 12,38%. Por fim, o DI janeiro de 2021 (113.505 contratos) terminou em 12,47%, de 12,60%.

Agência Estado

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