Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Olho na UE
A Bovespa teve ontem a quarta alta consecutiva, mais uma vez influenciada pelo cenário internacional e apoiado em pesquisas que mostraram menor chance de saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit. Influenciado pelos mercados europeus e americano, o Índice Bovespa fechou em alta de 1,61%, aos 50.329,36 pontos. O noticiário político, embora relevante, foi minimizado.

Commodities
As bolsas europeias reagiram com forte alta e contagiaram os demais mercados. No Reino Unido, o índice FTSE 100 subiu 3,04%. O movimento comprador se estendeu para as bolsas americanas e para o mercado brasileiro. A melhora do apetite por risco enfraqueceu o dólar e fortaleceu commodities, como o petróleo, que subiu mais de 2% tanto na bolsa de Londres como na de Nova York. As ações da Petrobras terminaram o dia com altas de 2,99% (ON) e 2,57% (PN). Mesmo com o minério de ferro estável, Vale ON (+1,90%) e Vale PNA (+1,63%) acompanharam.

Financeiras
Outro reflexo importante foi a alta das ações do setor financeiro. Responsáveis por mais de 25% da composição do Ibovespa, os papéis de bancos recuperaram parte das perdas recentes e avançaram firmemente. Destaque para Banco do Brasil ON, com alta de 3,69%.

Dólar
A queda do dólar ante o real chegou à quinta sessão consecutiva sob influência da menor aversão ao risco no exterior. O dólar no mercado à vista fechou a R$ 3,3994, em baixa de 0,64%. Em cinco dias, acumula perdas de 2,38%. Na menor cotação do dia, no começo da sessão, o dólar caiu a R$ 3,3746 (-1,37%) no mercado à vista. A máxima, no começo da tarde, ficou em R$ 3,4055 (-0,46%). O giro financeiro total somou US$ 1,333 bilhão. No mercado futuro, o dólar para julho de 2016 encerrou em queda de 0,66%, aos R$ 3,4045.

Juros
Os juros futuros estiveram em baixa durante boa parte da sessão de ontem, mas o movimento perdeu força no meio da tarde. O cenário doméstico, contudo, inspirou cautela, pelo risco fiscal advindo da negociação sobre a dívida dos Estados, elevado após o Rio de Janeiro ter decretado estado de calamidade pública nas finanças. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 tinha taxa de 13,790%, de 13,785% no ajuste anterior, com 59.745 contratos. O DI para janeiro de 2018 (98.810 contratos) fechou estável em 12,78%. O DI janeiro de 2019, que movimentou 85.760 contratos, também empatou em 12,54%. O DI janeiro de 2021 (76.815 contratos) terminou em 12,60%, de 12,62%. (Agência Estado)

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