MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Copel
Desceu
JBS
Recuperação
A Bovespa teve uma sessão de recuperação e fechou ontem em alta de 1,02%, aos 49.411,61 pontos, na máxima do dia. Pela manhã, a bolsa chegou a cair 1,73%, influenciada pelo mercado externo. O volume de negócios totalizou R$ 5,95 bilhões, próximo da fraca média diária de junho.
Cenário
O dia começou com aversão a risco e queda das bolsas de valores na Europa e Estados Unidos. Incertezas quanto à política monetária dos EUA e sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia voltaram a determinar movimentos defensivos. O cenário político trouxe cautela e o presidente em exercício, Michel Temer, teve de se defender de acusações feitas em delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, oficializada ontem. Temer classificou as afirmações de "mentirosas".
Para cima
A recuperação começou já no início da tarde, por meio de ações de setores como siderurgia, financeiro e papel e celulose. Entre os destaques do dia estiveram Copel PNB (+4,25%), Suzano PNA (+2,77%) e CSN (+2,84%). As ações da Vale tiveram desempenhos diferentes, com Vale ON em alta de 1,53% e Vale PNA em baixa de 0,08%. O mesmo aconteceu com os papéis da Petrobras, com alta de 1,22% (ON) e baixa de 0,12% (PN).
Para baixo
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, a maior queda ficou com JBS ON, que recuou 2,66%. A empresa foi citada na delação de Machado e estaria relacionada a uma propina de R$ 40 milhões a senadores da bancada peemedebista. Em nota, a JBS afirmou que as doações para campanhas eleitorais obedeceram as regulamentações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dólar
Após uma tarde de volatilidade, o dólar fechou em baixa ante o real, em linha com o viés negativo do Dollar Index. A moeda encerrou a terceira sessão seguida com perdas, de 0,17%, aos R$ 3,4654 no mercado à vista. O volume movimentado somou cerca de US$ 1,404 bilhão. O dólar futuro para julho terminou com baixa de 0,32%, aos R$ 3,4785, com giro de cerca de US$ 13,126 bilhões.
Taxas de juros
Os juros futuros encerraram a sessão de ontem em alta, mais firme nos vencimentos de curto e médio prazos. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 apontou 13,775%, de 13,745% na anterior, com 90.645 contratos. Com 195.910 contratos, o DI janeiro de 2018 subiu de 12,72% para 12,77%. O DI janeiro de 2019 (136.835 contratos) encerrou em 12,59%, de 12,58%. O DI janeiro de 2021, que movimentou 145.380 contratos, avançou a 12,70%, de 12,67%. (Agência Estado)





