Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Câmbio
O dólar fechou ontem em queda ante o real pelo segundo dia consecutivo no mercado à vista, após a sinalização do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de que pode levar algum tempo para aumentar os juros nos Estados Unidos. A expectativa prevaleceu sobre o turbulento noticiário político brasileiro, que incluiu a delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, na qual foi citado o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) e outros 20 políticos.
Também mostrou tendência de queda, em meio à entrevista do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto de gastos, apresentada ao Congresso.

Baixa
A moeda no mercado à vista terminou em baixa de 0,25%, aos R$ 3,4714 no balcão. O giro financeiro somou US$ 1,908 bilhão, ajudado pela alta volatilidade no dia de 1,49% entre a mínima e a máxima intraday. O dólar futuro para julho fechou com recuo de 0,19%, cotado em R$ 3,4895, com giro financeiro de US$ 15,668 bilhões.

Bovespa
Em um dia marcado pela volatilidade, a Bovespa alternou altas e baixas e terminou com ganho de 0,55%, aos 48.914,74 pontos. O cenário político voltou a trazer alguma preocupação aos investidores, mas o principal foco de atenções foi mesmo o Fed. A bolsa brasileira movimentou R$ 15,364 bilhões, inflados pelos R$ 3,774 bilhões do exercício de opções sobre o Ibovespa.

Mineradoras
A alta do Ibovespa foi sustentada principalmente pelas ações dos setores de mineração, siderurgia, metalurgia e petróleo, que recuperaram parte das perdas recentes. Petrobras ON e PN avançaram 1,53% e 2,53%, respectivamente. Vale ON (+2,53%) e Vale PNA (+3,22%) também se destacaram.

Delação
A notícia sobre a homologação da delação premiada de Machado, incluindo o nome do presidente em exercício Temer, chegou a derrubar a Bovespa para o terreno negativo após as 14h. O Ibovespa chegou a tocar a mínima de 48.324 pontos (-0,67%), até que os investidores assimilaram que a notícia não continha novidades. O Ibovespa contabiliza alta de 0,92% em junho e de 12,84% em 2016.

Juros
Os juros futuros encerraram a sessão regular com viés de alta. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 projetou 13,745%, de 13,740% no ajuste anterior, com 112.495 contratos. O DI janeiro de 2018 (192.495 contratos) encerrou em 12,72%, de 12,69%. Com 154.720 contratos, o DI para janeiro de 2019 fechou em 12,58%, de 12,52%. O DI janeiro de 2021 (177.170 contratos) fechou em 12,67%, de 12,63%. (Agência Estado)

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