Ibovespa
A aversão a risco vinda do exterior voltou a incentivar as ordens de venda de ações e a Bovespa terminou ontem em queda de 2,04%, com o seu principal índice em 48.648,29 pontos. Os investidores operaram atentos ao noticiário vindo da Europa e Estados Unidos e, com a cautela predominante, os preços das commodities caíram e derrubaram papéis de empresas de materiais básicos, como Petrobras e Vale. O receio quanto aos efeitos negativos de uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) voltou a determinar a queda das bolsas da Europa.

Efeito Brexit
A queda na bolsa brasileira foi generalizada. Entre as 59 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas Smiles ON escapou do movimento, com tímida alta de 0,65%. Já Usiminas PNA recuou 5,65% e foi a maior queda do Ibovespa, refletindo o desempenho negativo do setor de mineração e siderurgia, bastante sensível a sinais de desaceleração econômica. CSN ON recuou 4,71% e foi a segunda maior perda do índice. Ações dos setores financeiro e elétrico também foram destaque de baixa de ontem. As quedas dos bancos foram lideradas pelas units do Santander, que caíram 4,07%. No setor elétrico, Cesp PNB recuou 3,86%. Com o resultado de hoje, o Ibovespa reduz a alta acumulada em junho para 0,37% e a de 2016, para 12,22%.

Dólar
O dólar virou para o lado negativo no finzinho da sessão, com vendas puxadas pelo mercado futuro, após a moeda passar a tarde toda em alta, segundo operadores de câmbio. Antes da virada final, a moeda à vista computava ganhos, reagindo à aversão ao risco no exterior e à cautela decorrente da incerteza sobre medidas econômicas e a situação política no Brasil. A moeda no mercado à vista terminou cotada a R$ 3,4801, com baixa de 0,06% no balcão.

Juros
Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 encerrou com taxa de 13,740%, de 13,705% no ajuste de segunda-feira, com 140.355 contratos. O DI janeiro de 2018 (167.290 contratos) subiu de 12,66% para 12,69%. Com 121.570 contratos, o DI janeiro de 2019 fechou a 12,52%, de 12,49% no último ajuste. O DI janeiro de 2021 (110.830 contratos) terminou em 12,63%, de 12,59%.

Estresse
"O mundo segue estressado com a possibilidade de o Reino Unido sair da União Europeia (UE), o que gera aversão ao risco. De ontem (segunda) para hoje (ontem) tivemos notícias um pouco melhores, como a do Moro e o Meirelles brigando pelo teto de 20 anos, que fizeram preço na abertura dos negócios", disse um operador de renda fixa de uma instituição no Rio.

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