MERCADO FINANCEIRO
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
Agência Estado 
Subiu
Dólar
Desceu
Petróleo
Dólar
O dólar terminou em alta pela terceira sessão consecutiva ante o real ontem, mas se manteve abaixo do patamar de R$ 3,50 no mercado à vista. O dólar à vista terminou cotado a R$ 3,4823 (+1,66%) no balcão, com giro de apenas R$ 553,6 milhões. Às 17h28, o dólar futuro para julho subia 1,85%, aos R$ 3,5020, com volume financeiro de cerca de US$ 10,5 bilhões. O movimento foi sustentado por um contínuo ajuste de posições compradas, que tem sido observado desde a última quinta-feira, após seis baixas acumuladas em 6,71% nas primeiras sessões deste mês.
Fator Ilan
Durante a tarde, o foco do mercado foi o discurso do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. A percepção é de que o dirigente tende a deixar o mercado mais solto para ajudar no controle da inflação. Porém, se o dólar tiver um movimento de baixa forte, a autoridade poderá fazer leilão de swap reverso para conter o ajuste, segundo sinalizou Ilan, disse o operador José Carlos Amado, da Spinelli Corretora.
Bovespa
A Bovespa alternou altas e baixas e acabou por fechar em alta de 0,48% ontem, com 49.660,78 pontos e R$ 4,51 bilhões em negócios. A expectativa por importantes definições do cenário internacional retraiu o investidor da renda variável, motivando o fôlego reduzido da bolsa. O temor dos efeitos negativos de uma eventual retirada do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, voltou a prejudicar os mercados acionários na Europa e Estados Unidos, com o investidor em busca de ativos de menor risco.
Petróleo
Os preços das commodities recuaram e o dólar ganhou forças. Em um dia de intensa instabilidade, o petróleo terminou o dia em baixa de 0,39% na Nymex (US$ 48,88 o barril para julho) e de 0,37% na Ice (US$ 50,35 o barril para agosto). Com isso, Petrobras ON e PN fecharam em baixa de 1,90% e 1,82%, exercendo pressão de baixa sobre o Ibovespa. Além da queda do petróleo, profissionais do mercado apontaram uma reunião da estatal com analistas, cujo teor não trouxe novidades na empresa, agora sob gestão de Pedro Parente, em relação ao seu antecessor, Aldemir Bendine.
Juros
Os juros futuros encerraram perto da estabilidade ontem, numa sessão volátil, em que alternaram momentos de altas e baixas sem firmar tendência. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (110.820 contratos) fechou estável em 13,705%. O DI janeiro de 2018 (185 105 contratos) terminou em 12,66%, de 12,68% no último ajuste. Com 128.040 contratos, o DI janeiro para 2019 passou de 12,50% para 12,49%. Nos longos, o DI janeiro de 2021 (112.830 contratos) terminou em 12,59%, de 12,58%.


