MERCADO FINANCEIRO
Subiu
IPCA
Desceu
Taxas de juros
Dólar
O dólar já acumula seis sessões consecutivas de baixa no mercado à vista, incluindo a queda de ontem de 2,28%, cotado a R$ 3,3689. Este é o menor valor desde 29 de julho de 2015 (R$ 3,330) e o recuo diário mais acentuado desde 11 de abril de 2016 (-2,76%), de acordo com o AE Dados. O movimento foi direcionado pela perspectiva de que o novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, deve permitir um dólar mais fraco para ajudar a direcionar a inflação ao centro da meta, de 4,5%. Com o resultado de ontem, o recuo do dólar soma 6,71% em seis sessões e supera a última grande perda de 5,71% acumulada em sete pregões, entre 30 de março até 8 de abril de 2015.
Bovespa
A Bovespa fechou em alta de 2,26% ontem, aos 51.629,29 pontos e com R$ 7,01 bilhões em negócios, o maior de junho até agora. A valorização das commodities e a queda do dólar contribuíram para o desempenho, sustentado pela maior participação dos investidores estrangeiros na compra de ações.
Resultado da China
A alta da Bovespa foi puxada principalmente pelas ações do setor de mineração e siderurgia, influenciadas pelos dados melhores que o esperado na balança comercial chinesa. As ações subiram animadas pelo aumento de 19% da importação de minério pela China em maio, comparada ao mesmo mês do ano passado. Entre os papéis que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas foram de CSN ON (+16,45%) e Usiminas PNA (+11,70%). Vale ON e PNA subiram 2,60% e 1,23%, respectivamente.
Taxas de juros
Os juros futuros encerraram em baixa ontem, mais forte nos contratos de médio e longo prazos, em linha com a queda do dólar e com o ambiente externo mais propenso ao risco. Ao término da etapa regular, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (119.745 contratos) fechou em 13,585%, de 13,600% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2018 (164.814 contratos) encerrou na mínima de 12,48%, de 12,56% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 caiu de 12,34% para 12,24%, com 149.700 contratos. O DI janeiro de 2021 (135.188 contratos) encerrou em 12,31%, de 12,39%.
Inflação
O IPCA de maio subiu 0,78%, ante 0,61% em abril, pouco acima da mediana de 0,76% das estimativas coletada pelo AE Projeções, que iam de 0,69% a 0,83%. Em 12 meses, acumula inflação de 9,32%. Segundo analistas, a taxa mensal deve desacelerar significativamente em junho, levando o acumulado em 12 meses rumo à desinflação de 2 pontos porcentuais no fim do semestre, como previu o atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Esse alívio poderia ser até maior, não fossem as pressões de preços administrados e de alimentos nos últimos meses.





