MERCADO FINANCEIRO
Dólar
desceu
Ibovespa
subiu
Trajetória de queda
O dólar se manteve em trajetória de queda contra o real e encerrou o pregão de ontem em baixa pelo terceiro dia seguido, diante da expectativa de que o aumento de juros nos Estados Unidos não deve ser tão iminente quanto se pensava anteriormente. O movimento de ontem foi desencadeado pelos fracos números do relatório de empregos norte-americano de maio, que mostrou a pior geração de empregos desde 2010, sinalizando que a maior economia do mundo pode não estar pronta para um aperto de crédito.
Dólar
No mercado à vista, o dólar encerrou aos R$ 3,5252, em baixa de 1,65% e acumulando perdas de 2,38% desde o fechamento de terça-feira, a R$ 3,6111 - maior valor desde 7 de abril passado. Por volta das 17h29, o giro financeiro no mercado à vista, registrado na clearing da BM&FBovespa, somava cerca de US$ 608,4 milhões. Durante o dia, a moeda no balcão oscilou da mínima de R$ 3,5240 (-1,68%) à máxima de R$ 3,5937 (+0,26%). No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar para julho recuava 1,72%, aos R$ 3,5615.
Bovespa
O cenário internacional deu o tom dos negócios e a Bovespa fechou em alta de 1,47%, aos 50.619,49 pontos. Foi o terceiro pregão consecutivo de alta, acumulando ganhos de 4,43% em junho. O volume de negócios somou R$ 5,5 bilhões. A alta da bolsa foi puxada principalmente pelas ações dos setores de mineração e siderurgia. Com isso, as altas do Ibovespa foram lideradas por Vale ON (+8,63%), CSN ON (+7,78%) e Vale PNA (+7,68%).
Destaques
As ações do setor financeiro estiveram entre os destaques de alta. Banco do Brasil ON subiu 2,37%, Bradesco ON avançou 1,83% e Santander Unit ganhou 1,17%. As ações da Petrobras tiveram valorização de 1,03% (ON) e de 2,02% (PN), mesmo com a queda do petróleo no mercado internacional. Entre as maiores quedas do Ibovespa estiveram principalmente ações de empresas exportadoras, devido à forte queda do dólar e seus reflexos na receita dessas companhias. Fibria ON (-7,01%), Suzano PNA (-5,94%), Embraer ON (-1,79%) e Marfrig ON (-1,45%) foram destaques de queda no dia.
Taxas de juros
Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em 2017 fechou em 13,565%, de 13,615% no fechamento de anteontem, com 201.480 contratos. O DI janeiro de 2018 (314.015 contratos) fechou em 12,54% (mínima), de 12,66%, no ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 terminou em 12,36%, também na mínima, de 12,56% no ajuste de anteontem, com 180.015 contratos. Nos mais longos, o DI janeiro de 2021 recuou de 12,64% para 12,40%, com 129.660 contratos.
(Agência Estado)





