MERCADO FINANCEIRO
Dólar
sobe
Bovespa
desce
Em queda
Em um dia marcado por incertezas nos cenários interno e externo, a Bovespa fechou em queda de 1,01%, aos 48.471,70 pontos. A possibilidade de elevação dos juros nos Estados Unidos, a instabilidade das commodities e o desconforto com o cenário político doméstico foram apenas alguns dos motivos para a cautela do investidor da renda variável.
Bradesco
A queda do dia foi determinada pelo setor financeiro, responsável por cerca de 25% da carteira do Ibovespa. Os papéis foram puxados pelas ações do Bradesco, que aceleraram as perdas à tarde, depois da notícia de que a Polícia Federal indiciou o presidente, Luiz Carlos Trabuco, e dois executivos do banco no inquérito da Operação Zelotes que investiga compra de decisões no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). Bradesco PN terminou o dia em queda de 5,00% e Bradesco ON recuou 3,69%.
Política
O cenário político doméstico foi fator de desconforto durante todo o dia e, segundo operadores, também influenciou o mercado, por incentivar maior cautela. Depois de Romero Jucá ter deixado o Ministério do Planejamento, na semana passada, na segunda foi a vez de Fabiano Silveira pedir demissão do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle.
Petróleo
O petróleo chegou a subir pela manhã, contribuindo para a alta da Bovespa no início dos negócios, mas inverteu a tendência à tarde e arrastou as bolsas americanas. Com isso, Petrobras ON e PN tiveram queda de 3,78% e de 4,06%, respectivamente. Já a alta do dólar alimentou as ações de empresas exportadoras, que se destacaram em alta. Fibria ON disparou 5,03%, beneficiada também pelo anúncio de reajuste de preços da celulose. Com o resultado de ontem, o Índice Bovespa terminou o mês contabilizando queda de 10,09%.
Dólar
O dólar encerrou o último pregão do mês em alta e acima dos R$ 3,60 no mercado à vista, sustentado por incertezas no Brasil e expectativa de elevação de juros nos EUA. Terminou com alta de 0,92%, aos R$ 3,6111 - maior valor desde o fechamento em 7 de abril deste ano, a R$ 3,6855.
Juros
Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 indicou 13,645% (185.130 contratos), de 13,635% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2018 (222.210 contratos) ficou quase estável, em 12,82%, de 12,81% no último ajuste. O DI janeiro de 2019 (164.485 contratos) fechou em 12,75%, de 12,70%. Nos longos, o DI janeiro de 2021 subiu para 12,85%, de 12,74%, com 107.960 contratos. Perto das 16h30, o dólar à vista subia 1,23%, a R$ 3,6223.
(Agência Estado)





