Ibovespa
desceu
Dólar
subiu

Menor cotação
A Bolsa brasileira fechou ontem em queda de 0,87%, aos 49.051,49 pontos, na menor cotação desde o dia 7 de abril, quando atingiu os 48.513,10 pontos. A trajetória descendente foi sustentada pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) possa elevar a taxa de juros dos Estados Unidos já no próximo mês e pelo conturbado cenário político nacional. Além disso, a queda de mais de 5% das ações da Petrobras também afetou o Ibovespa, índice que reúne as principais companhias do País.

Práticas ilegais
De acordo com operadores do mercado, a retração das ações da estatal foi explicada por uma combinação de fatores, além da pressão da política monetária dos EUA e do ambiente político brasileiro. É o caso, por exemplo, da queda do preço do petróleo e da intenção de investidores estrangeiros de terem acesso ao conteúdo das investigações da Operação Lava Jato a respeito de práticas ilegais ocorridas dentro da Petrobras.

Dólar
O discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, também deu o tom dos negócios no mercado brasileiro de câmbio e o dólar fechou cotado a R$ 3,6106, em alta de 0,59%. A expectativa de que a chefe do BC norte-americano indicasse pistas para o futuro da política monetária local manteve o dólar em alta pela manhã. No período da tarde, o viés de alta se confirmou após Yellen dizer que, se a economia dos Estados Unidos continuar a melhorar, será apropriado elevar os juros cautelosamente.

Divisas
O dólar abriu cotado a R$ 3,6030 no mercado à vista (+0,38%), acompanhando a valorização predominante da moeda americana frente a outras divisas pelo mundo. A cotação renovou sucessivas máximas e chegou R$ 3,6282 (+1,08%), às 10h18, depois que os EUA divulgaram a segunda prévia do PIB do primeiro trimestre. A proximidade da virada do mês, quando é feita a liquidação e rolagem de contratos do mercado futuro, contribuiu em parte para a alta do dólar pela manhã, relataram operadores.

Ptax
Passado o período de formação da ptax (cotação que serve de referência para os contratos), as cotações desaceleraram a alta com que vinham operando e chegaram a renovar mínimas, com o dólar à vista na casa dos R$ 3,59. Após Yellen falar, a divisa voltou ao patamar dos R$ 3,61, no qual permaneceu até o fechamento.

Taxa de juros
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 apontou 13,685% ao término da sessão regular, ante 13,690% no ajuste de quarta-feira. O DI para janeiro de 2018 subiu de 12,93% para 12,99%. Entre os contratos de longo prazo, o de vencimento em janeiro de 2021 indicou 12,91%, ante 12,74% no ajuste anterior.
(Agência Estado)

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