Dólar
Incertezas com o ambiente político e a cautela antes de feriados no Brasil e nos EUA fizeram o dólar subir pelo terceiro dia seguido. A moeda americana terminou a sessão de ontem valendo R$ 3,5895 no mercado à vista, com alta de 0,43%. Novas gravações ligadas à Operação Lava Jato, envolvendo políticos importantes, deixaram a percepção de que a base de sustentação do governo Michel Temer pode ser atingida, o que prejudicaria a aprovação de medidas econômicas no Congresso.

Feriado
A cautela com o cenário político às vésperas do feriado de Corpus Christi limitou os ganhos na Bovespa, que fechou em alta de 0,28% (49.482,85 pontos), depois de ter subido mais de 2% pela manhã. O mercado iniciou o dia animado pela aprovação da nova meta fiscal de 2016 e pelo bom desempenho do mercado internacional. Mas perdeu fôlego com temores de que novas gravações de conversas de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, fossem reveladas nos próximos dias. O volume de negócios na bolsa continuou reduzido, totalizando R$ 5,51 bilhões, em outro sinal de prudência do investidor.

Petrobras
Com petróleo e metais em alta, as ações da Petrobras, da Vale e de siderúrgicas reagiram com ganhos significativos, que em boa parte se sustentaram até o final do dia. As ações da Petrobras terminaram o dia em alta de 0,09% (ON) e de 1,64% (PN), em sintonia com a valorização do petróleo em Nova York (+1,93%) e em Londres (+2,32%). Os papéis da Vale avançaram 4,28% (ON) e 2,47% (PNA), acompanhando os ganhos de outras mineradoras pelo mundo.

Bancos
O setor bancário foi destaque negativo hoje, o que contribuiu para limitar a alta da Bovespa. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso na composição do Ibovespa, terminou o dia em baixa de 0,46%. Bradesco PN caiu 0,41% e Santander Unit recuou 0,33%. A exceção ficou com Banco do Brasil ON, que subiu 2,94%, recuperando parte das perdas de ontem (-5,39%), geradas pela expectativa de venda de ações do governo no Fundo Soberano do Brasil (FSB), que será extinto.

Juros
Os juros futuros encerraram o dia em alta expressiva, refletindo o aumento das preocupações com o cenário político doméstico. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 estava em 13,690%, de 13,685% no ajuste de terça-feira. O DI para janeiro de 2018 marcava 12,93%, de 12,87% no último ajuste. O DI janeiro de 2019 subia de 12,68% para 12,78%. Nos longos, o DI janeiro de 2021 subiu de 12,61% para 12,74%.

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