Ibovespa
subiu
Banco do Brasil
desceu

Cautela
O mercado acionário brasileiro teve um dia de cautela diante das incertezas do cenário político e fechou praticamente estável ontem, depois de alternar altas e baixas ao longo da sessão. O Índice Bovespa fechou aos 49.345,18 pontos, com ganho de 0,03%. Foi a primeira alta em oito pregões e a segunda desde que Michel Temer assumiu a Presidência da República, no último dia 12. O volume de negócios totalizou R$ 5,19 bilhões, montante bem inferior à média de maio (R$ 7,024 bilhões) e um indicativo de que o investidor está em compasso de espera.

Índice
Pela manhã, o Índice Bovespa chegou a subir 1,36% (aos 50.002 pontos), sustentado pelo bom humor no cenário internacional e pela expectativa positiva da divulgação das primeiras medidas econômicas do governo Temer. Após o anúncio do pacote, as ações perderam fôlego e passaram a refletir um sentimento mais cauteloso em relação à capacidade do governo de vencer os próximos desafios.

Meta fiscal
Causou certo mal-estar o imbróglio envolvendo a votação do Projeto de Lei que muda a meta fiscal, considerando o déficit fiscal de R$ 170,5 bilhões para 2016. A matéria não foi votada na Comissão Mista de Orçamento (CMO), o que levou a oposição a questionar a validade da votação em plenário.

Fundo Fiscal
O anúncio do pacote de medidas acertou em cheio as ações do Banco do Brasil, que operavam em alta e passaram para a coluna das maiores quedas do Ibovespa. Isso porque os papéis do banco representam 96,8% do patrimônio do Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE), fundo privado que compõe o FSB e do qual a União é cotista única. Na carteira do fundo estavam 105.024.600 papéis do BB em abril. Em um movimento de antecipação de uma possível venda dos papéis, Banco do Brasil ON fechou em queda de 5,39% e liderou as baixas do Ibovespa.

Dólar
A moeda americana fechou cotada a R$ 3,5740 no mercado à vista, em alta de 0,02%. No exterior, o dólar também cedia ante várias divisas, em função do avanço do petróleo tanto em Londres quanto em Nova York.

Taxas de juros
Os juros futuros zeraram a queda no período da tarde e os principais contratos encerraram perto dos ajustes anteriores, com viés de alta no trecho intermediário. Ao término da negociação regular da BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 indicou 13,685%, de 13,695% no ajuste de anteontem. O DI janeiro de 2018 fechou em 12,87%, de 12,83% ontem. O DI janeiro de 2019 terminou a 12,68%, de 12,63%. Nos longos, o DI janeiro de 2021 fechou em 12,61%, de 12,62% no ajuste da segunda-feira.

(Agência Estado)

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