MERCADO FINANCEIRO
Dólar
sobe
Bovespa
desce
Dólar
O dólar à vista começou a semana com uma alta de 1,41%, cotado a R$ 3,5732 em uma segunda-feira de intensa movimentação no cenário político. O 12º dia do governo Michel Temer foi marcado por sua primeira grande crise política, com a notícia de que o ministro do Planejamento, Romero Jucá, havia sugerido a realização de um pacto para deter o avanço da Operação Lava Jato. Com os investidores em busca de posições defensivas, o dólar se manteve em alta durante todo o dia.
Cotação
Na menor cotação do dia, vista às 9h39, o dólar marcou R$ 3,5486 (+0,72%). Depois disso, renovou máximas em vários momentos da sessão. O exterior contribuía para isso, com o dólar em alta ante várias divisas de países emergentes e exportadores de commodities, em função do recuo dos preços do petróleo.
Bovespa
A inesperada crise política surpreendeu os mercados nesta segunda-feira, que terminou com queda das ações negociadas em Bolsa de Valores no Brasil. O Índice Bovespa fechou em queda de 0,79%, aos 49.330,42 pontos. Foi a quinta baixa consecutiva da bolsa brasileira.
Em queda
No pior momento do dia, o Índice Bovespa chegou a cair 2,07%, penalizado não apenas pelo cenário político, mas também pelo cenário internacional desfavorável. O petróleo operou em queda durante todo o dia, em meio à volta das preocupações com o excesso de oferta no mercado da commodity.
Petróleo
Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para julho caiu 0,75% (-US$ 0,35), a US$ 48,37 o barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para julho fechou em queda de 0,68% (-US$ 0,33), a US$ 48,08. Com isso, as ações da Petrobras fecharam em queda de 2,56% (ON) e 4,49% (PN). Já o minério de ferro caiu 5,4% no mercado chinês, mas não impediu as alta de 2,19% (ON) e 0,88% (PNA) das ações da Vale, que seguiram a recuperação de outras mineradoras pelo mundo.
Juros
A cautela com o cenário interno, principalmente a questão política após a divulgação do diálogo entre Jucá e Machado, puxou para cima os juros futuros, a exemplo do dólar. As preocupações com a inflação no curto prazo e um certo desconforto com a nova meta de resultado primário de 2016 divulgada na sexta-feira, após o fechamento do mercado, também influenciaram o comportamento das taxas.
Em alta
Ao término da negociação regular da BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 subia de 13,675%% para 13,695%. O DI para janeiro de 2018 fechou em 12,83%, de 12,72% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2019 tinha taxa de 12,63%, de 12,46% no ajuste anterior. E o DI janeiro de 2021 terminou em 12,62%, de 12,36%.
(Agência Estado)





