Desceu
Ibovespa
Subiu
Dólar

Bovespa
A possibilidade de que os Estados Unidos promovam um aumento de juros já no mês de junho manteve os investidores em alerta ontem. O resultado foi uma queda de 0,85% na Bovespa (aos 50.132,53 pontos), a terceira consecutiva. A sinalização feita ontem pelo Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano), de que poderá elevar os juros locais no curto prazo, foi reforçada ontem pelo discurso do presidente do Fed de Nova York, William Dudley, e pela queda no número de pedidos de auxílio-desemprego no país.

Aperto
Dudley, que vota nas reuniões de política monetária do Fed, afirmou que a instituição pode elevar os juros em meados deste ano. "Se estou convencido de que minha previsão está nos trilhos, então penso que um aperto neste verão, no intervalo entre junho e julho, é uma expectativa razoável", afirmou. Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego caíram 16 mil na última semana, num novo sinal de fortalecimento da economia americana.

Petrobras
As ações da Petrobras estão entre as mais sensíveis ao aperto monetário nos EUA. Em um dia em que os preços do petróleo fecharam perto da estabilidade, Petrobras ON fechou em queda de 4,16% e Petrobras PN recuou 3,86%. As ações da Vale oscilaram ao sabor da variação dos índices de metais e das ações de outras mineradoras pelo mundo. No mercado chinês, o minério de ferro teve queda de 0,4%. Ao final do dia, as ações da companhia fecharam com sinais mistos, com Vale ON em alta de 1,22% e Vale PNA em baixa de 1,00%.

Dólar
A possibilidade de o Fed elevar juros em junho continuou a sustentar ontem as cotações do dólar. Mas a pressão diminuiu à tarde, em meio a certa recuperação nos preços do petróleo e a um movimento de realização de lucros. Após chegar a ser cotado na faixa dos R$ 3,61, o dólar à vista fechou em R$ 3,5672, em leve alta de 0,22%. Neste cenário, o dólar à vista marcou a máxima de R$ 3,6189 (+1,67%) às 12h47.

Juros
Após uma manhã em alta, os juros futuros inverteram o sinal positivo na tarde de ontem e encerraram o dia em baixa, a maioria nas mínimas. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro marcava 13,670%, de 13,685% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2018 fechou na mínima de 12,77%, de 12,86% no ajuste de ontem. Também na mínima, o DI janeiro de 2019 encerrou em 12,55%, de 12,64% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2021 caiu de 12,62% para 12,52% (mínima). Operadores afirmam que, com a alta dos últimos dias, as taxas chegaram a níveis interessantes para os aplicadores e, por isso, a realização de lucros perdeu força. fe

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