Subiu
Dólar
Caiu
Ibovespa

Dólar
São Paulo – O fortalecimento das apostas em um aumento dos juros nos Estados Unidos em junho deu sustentação ao dólar no mercado internacional ontem, e fez a moeda americana fechar em alta de 2% no Brasil, cotada a R$ 3,5593. A percepção de que um aperto monetário nos EUA pode estar próximo cresceu com a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed). No documento, o Fed disse que seus dirigentes mantêm a possibilidade de alta de juros em junho.

Swap
Na prática, o dólar acelerou os ganhos ante as divisas globais e isso impactou as cotações também no Brasil. Por aqui, a moeda americana já subia desde cedo, sob influência do exterior, onde havia expectativa pelo Fed, e do leilão de swap cambial reverso feito pelo Banco Central. Na operação, equivalente à compra de dólares no mercado futuro, a instituição colocou todos os 20 mil contratos ofertados (US$ 1 bilhão).

Bovespa
O temor de reflexos negativos de um possível aumento de juros nos Estados Unidos derrubou as bolsas de valores naquele país e também foi determinante para a queda da Bovespa, que recuou 0,55%, aos 50.561,70 pontos ontem, com R$ 7,4 bilhões em negócios.

A bolsa brasileira chegou a subir mais de 1% antes da divulgação da ata do Fed, mas inverteu a tendência poucos minutos após o documento se tornar público. Com base em sinais de melhora da economia local, o BC norte-americano admitiu a possibilidade de elevar as taxas básicas já em junho. A reação dos mercados foi de alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e queda das bolsas em Nova York, antecipando a possibilidade de migração de recursos da renda variável para a renda fixa.

Eletrobras
No noticiário corporativo, o destaque foi a suspensão dos negócios com recibos de ações da Eletrobras na bolsa de Nova York, anunciada no início da tarde. A decisão decorre do atraso da empresa estatal de enviar o formulário 20-F à Securities and Exchange Commission (SEC), a CVM americana. Em consequência, Eletrobras PNB chegou a cair mais de 8% após a notícia e fechou em baixa de 2,08%.

Juros
Os juros futuros fecharam em alta expressiva ontem, principalmente nos contratos de longo prazo, com as máximas da sessão tendo sido atingidas após a divulgação da ata do Fed. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 marcava 13,685%, ante 13,650% no ajuste de terça-feira. O DI janeiro de 2018 subiu de 12,75% para 12,86%. E, nos longos, o DI janeiro de 2019 fechou em 12,64%, de 12,48%, enquanto o DI janeiro de 2021 avançou para 12,62%, de 12,38%.

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