Desceu
Dólar
Subiu
Taxa de juros

Dólar
O dólar alternou altas e baixas na manhã de ontem, mas consolidou tendência de queda à tarde, fechando cotado a R$ 3,4895 no mercado à vista, com baixa de 0,45%. A queda acompanhou a tendência internacional de desvalorização da moeda americana frente a moedas de países emergentes e exportadores de commodities, em função do avanço dos preços do petróleo.

Equipe econômica
Internamente, os nomes da equipe comandada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vieram dentro do esperado pelos investidores que, agora, aguardam pelo anúncio de medidas na área econômica. O dólar abriu o dia em baixa ante o real, numa reação positiva ao anúncio de que o economista Ilan Goldfajn assumirá o comando do Banco Central, no lugar de Alexandre Tombini.

Sem swap
O fato de o BC, por mais um dia, não ter feito leilão de swap cambial reverso (equivalente à compra de dólares no mercado futuro) também favorecia o recuo das cotações. No exterior, a moeda americana recuava ante várias divisas de países emergentes ou exportadores de commodities, em meio ao avanço do petróleo. Neste cenário, o dólar marcou a mínima de R$ 3,4830 (-0,64%) às 9h21.

Bovespa
O cenário internacional desfavorável impôs uma queda de 1,86% à Bovespa ontem (50.839,44 pontos). A bolsa brasileira acompanhou de perto o desempenho negativo das bolsas americanas, que também caíram. Os mercados de renda variável recuaram com sinalizações de que os juros nos EUA podem ser elevados já na próxima reunião do BC americano, em junho, o que, entre outros efeitos, reduz a competitividade das bolsas.

Petrobras
Apesar da alta dos preços do petróleo, as ações da Petrobras fecharam em queda de 0,40% (ON) e de 2,46% (PN). Os papéis reagiram principalmente à possibilidade de elevação da alíquota da Cide, imposto que incide sobre os combustíveis, e de redução dos preços do óleo diesel. Em contrapartida, Cosan ON subiu 3,22%, com apostas dos investidores de que uma eventual alta do tributo sobre a gasolina elevará a demanda pelo etanol, inclusive com reflexos nos preços do açúcar.

Juros
Os juros futuros fecharam a sessão de ontem com alta firme, principalmente os de longo prazo. O mercado aprofundou à tarde o movimento de realização de lucros que vem permeando os negócios desde o final da semana passada. Após uma abertura em queda, assegurada pela confirmação de que Ilan Goldfajn foi indicado para comandar o Banco Central, as taxas passaram a oscilar entre os ajustes anteriores e leve avanço ao longo da manhã. Na etapa vespertina, os principais contratos aceleraram para as máximas da sessão.

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