MERCADO FINANCEIRO
Petrobras
sobe
CSN ON
desce
Impeachment
No dia em que o Senado Federal decide sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o dólar fechou em baixa de 0,61%, cotado a R$ 3,4474 no mercado à vista. A expectativa pelo afastamento da presidente, que deveria ser confirmado entre a noite de ontem e a manhã de hoje, fez investidores continuarem a vender a divisa americana.
Dólar
A queda do dólar aconteceu apesar de o Banco Central ter feito durante o dia três leilões de swap cambial reverso, retirando dólares do sistema. Nessas operações, o BC vendeu 47.970 contratos, que corresponderam a US$ 2,4 bilhões. Na abertura, o dólar chegou a subir ante o real, atingindo a máxima de R$ 3,4804 (+0,34%) às 9h02, com a expectativa do primeiro leilão. A moeda americana acabou migrando para o negativo no decorrer da manhã, com os players se apegando ao impeachment. No exterior, o dólar também cedia ante várias divisas, o que favorecia o movimento no Brasil.
Bovespa
Mesmo acompanhando de perto o noticiário político, a Bovespa adotou o cenário externo como principal referência nos negócios e fechou em baixa de 0,58%, aos 52.764,46 pontos. Enquanto senadores discursavam na sessão de votação do processo de impeachment no Senado, os investidores do mercado de renda variável observaram de perto as oscilações das commodities e das bolsas de Nova York.
Petróleo
Os preços do petróleo se sustentaram em alta durante o dia, embora com alguma volatilidade. Os contratos futuros subiram depois que o Departamento de Energia (DoE) dos EUA informar uma inesperada redução nos estoques da commodity no país. O WTI para junho subiu 3,52% na Nymex. O Brent para julho avançou 4,57% na Ice. As ações da Petrobras fecharam com alta de 0,47% (ON) e de 0,39% (PN) e limitaram a queda do Ibovespa.
Vale
Em dia de alta do minério de ferro, as ações da Vale tiveram comportamento misto. Enquanto Vale ON subiu 0,44%, Vale PNA caiu 0,84%. Entre as maiores quedas do Ibovespa ficaram CSN ON (-4,97%) e Pão de Açúcar PN (-4,95%), que divulgou resultado trimestral considerado fraco.
Juros
Os juros futuros mantiveram-se em queda durante toda o dia na expectativa de um desfecho favorável à saída da presidente Dilma Rousseff do governo e buscando antecipar nomes e medidas iniciais da equipe econômica do provável governo de Michel Temer. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 indicou 13,600% (máxima), de 13,635% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 terminou em 12,64%, ante 12,74%. E o DI para janeiro de 2021 caiu de 12,42% para 12,26%.
(Agência Estado)





