Bovespa
sobe
Dólar
desce

Otimismo
O cenário internacional favorável aos mercados emergentes e a retomada do otimismo dos investidores com o avanço do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foram a combinação que levou a Bovespa a fechar ontem em alta de 4,08% aos 53.070,90 pontos, nível máximo registrado no dia. O volume de negócios totalizou R$ 7,2 bilhões.

Incentivos
Entre os principais incentivos para as ordens de compra de ações estiveram a disparada dos preços do petróleo e a revogação da medida que anulava o processo de impeachment na Câmara. A bolsa já abriu em alta, exibindo alívio diante da decisão de Waldir Maranhão de revogar a medida determinada por ele mesmo. Um movimento de recuperação das perdas da véspera foi iniciado e ganhou fôlego extra a partir da melhora do apetite por risco no mercado internacional, alimentado principalmente pela alta expressiva dos preços do petróleo.

Petrobras
As ações da Petrobras foram destaque de alta durante todo o dia e contagiaram outros papéis. Ao final do pregão, Petrobras ON subiu 6,46% e Petrobras PN avançou 7,70%. As ações da Vale não ficaram muito atrás e marcaram valorização de 4,20% (ON) e 6,32% (PNA), mesmo com a queda dos preços do minério de ferro.

Bancos
As ações do setor bancário estiveram entre os maiores destaques e também contribuíram em grande parte para a alta do dia. Todas elas terminaram o dia nas máximas. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso na composição do Ibovespa, fechou em alta de 6,28%, cotada a R$ 32,51. Bradesco PN subiu 4,31% e Banco do Brasil ON, 5,93%.

Dólar
O dólar manteve-se em baixa ante o real durante todo o dia e fechou em queda de 1,60%, cotado a R$ 3,4686 no mercado à vista. Passado o ruído do dia anterior com a possibilidade de anulação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, investidores se apegaram à percepção de que a presidente está perto de ser afastada. A cotação máxima do dia, de R$ 3,5060 (-0,54%), foi registrada no mercado à vista na abertura, às 9h04. A mínima do dia foi de R$ 3,4635 (-1,74%), às 16h45.

Juros
Os juros futuros encerraram em baixa, exibida desde a abertura do pregão e ao longo de toda a curva a termo. Ao término da negociação regular, os principais contratos estavam nas mínimas da sessão, que, no entanto, teve volume moderado. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 fechou em 13,635%, de 13,695% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 caiu de 12,87% para 12,74% (mínima). O DI janeiro de 2021 terminou em 12,42% (mínima), de 12,69%.

(Agência Estado)

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