MERCADO FINANCEIRO
Dólar
sobe
Bovespa
desce
Dólar
A decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular o processo de impeachment na Casa gerou ontem forte volatilidade no mercado financeiro. O dólar chegou a disparar 4,82%, refletindo o sobressalto dos investidores diante da possibilidade de o processo de impeachment sofrer um revés. No entanto, a percepção de que a medida terá poucas chances de se sustentar acabou por acalmar os ânimos ao longo do dia. Ainda assim, a divisa terminou o dia em alta de 0,61%, cotada a R$ 3,5249 no mercado à vista.
Bovespa
A possibilidade de o processo de impeachment sofrer um revés também espalhou temor e cautela no mercado brasileiro de ações, e a Bovespa chegou a cair 3,50% pela manhã, antes de fechar em baixa de 1,41%, aos 50.990,06 pontos. A notícia inesperada fez disparar ordens de venda em toda a bolsa, mas principalmente nas ações de Petrobras e Vale, que chegaram a cair mais de 10%.
China
Antes da notícia da anulação, a Bovespa já vinha em trajetória de queda - em torno de 1% - determinada essencialmente pelo mau humor no cenário internacional com os dados de exportações da China. Em reação aos números fracos da economia chinesa, o minério de ferro fechou em queda de 3,6% (a US$ 55,6 a tonelada seca), com reflexos diretos sobre as ações de mineração, siderurgia e metalurgia.
Petróleo
Os preços do petróleo também passaram a cair, com notícias mais otimistas em relação ao controle do incêndio que afeta a produção do Canadá. Ao final do pregão, Vale ON teve queda de 9,77% (a R$ 15,23), enquanto Vale PNA recuou 8,65% (a R$ 12,35). Com queda de 10,05%, CSN ON foi a maior queda do Ibovespa. Os papéis da Petrobras terminaram o dia em queda de 6,65% (ON) e 5,95% (PN).
Cautela
Os juros futuros encerraram o dia em alta, determinada principalmente pelas incertezas com o cenário político após a decisão do presidente interino da Câmara de anular a aprovação da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Outros fatores que estimularam a postura mais cautelosa do investidor foram a aversão ao risco global e dúvidas sobre a capacidade de um eventual governo de Michel Temer de enfrentar as dificuldades econômicas.
Juros
Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 tinha taxa de 13,695%, de 13,675% no ajuste de sexta-feira. Na máxima, chegou a 13,835%. O DI janeiro de 2018 fechou em 12,87%, de 12,80% no ajuste anterior, após máxima de 13,05%. O DI janeiro de 2021 subiu de 12,58% para 12,69%, com máxima de 13,15%.
(Agência Estado)





