MERCADO FINANCEIRO
Dólar
caiu
Ibovespa
subiu
Dólar
Após alternar altas e baixas na manhã de ontem, o dólar à vista se firmou em baixa à tarde e fechou cotado a R$ 3,5034, em queda de 1,05%. A expectativa em torno do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff voltou a servir de motivo para a queda do dólar ante o real. Ontem, a comissão especial que analisa o processo de afastamento de Dilma aprovou o parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), que admite o impeachment. No início do dia, o dólar exibiu ganhos ante o real, em sintonia com o exterior. A divulgação do relatório de emprego nos EUA (payroll), mostrando a criação de 160 mil vagas em abril, no menor nível desde setembro e abaixo dos 205 mil esperados, fez a moeda americana perder força em um primeiro momento. No entanto, uma releitura dos números - indicando aumento do salário médio em abril - favoreceu a renovação de máximas no Brasil. No pico do dia, visto às 9h48, o dólar à vista marcou R$ 3,5730 (+0,91%).
Ibovespa
A Bovespa, como o dólar, também alternou sinais nesta sexta-feira, mas terminou o dia praticamente estável, aos 51.717,82 pontos (+0,09%). O desempenho da bolsa esteve fortemente ligado ao cenário internacional nas primeiras horas de negociação, mas se descolou ao longo do dia, com os investidores assumindo um tom mais cauteloso.
Petrobras
As ações ligadas a commodities terminaram o dia em alta. Petrobras ON e PN subiram 2,29% e 2,75%, respectivamente, acompanhando a alta dos preços do petróleo. Já Vale ON (+1,32%) e PNA (+1,88%) avançaram mesmo com uma nova queda dos preços do minério de ferro. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, Lojas Americanas PN foi a maior queda, com -4,84%, influenciada pelo resultado trimestral negativo, divulgado pela manhã. Outro destaque de queda foi Braskem PNA (-3,47), que reagiu à proposta de mudança no Regime Especial da Indústria Química (Reiq), com aumento das alíquotas de desconto, anunciada hoje. As maiores altas ficaram com Gerdau PN (+4,85%) e Smiles ON (+4,61%).
Juros
Os juros futuros de curto prazo encerraram a sessão perto da estabilidade e os longos, em alta. O IPCA acima do esperado, a leitura do payroll norte-americano, a expectativa com o cenário político doméstico e o comportamento do dólar foram os principais vetores a conduzir os negócios ao longo do pregão. Ao término da sessão regular da BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 fechou em 13,675%, de 13,680% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2018 ficou em 12,80%, de 12,78% no ajuste de ontem; e o DI janeiro de 2021 subiu de 12,53% para 12,58%.





