Petrobras
sobe
Vale
desce

Dólar
O mercado de câmbio brasileiro passou por uma sessão de ajustes e o dólar à vista fechou cotado a R$ 3,5445, em baixa de 0,58%, após ter subido 3,71% nos dois dias anteriores. O movimento foi atribuído a uma realização de lucros. Investidores venderam a moeda americana e embolsaram parte dos ganhos recentes. O recuo da divisa foi favorecido ainda pelo fato de o Banco Central não ter promovido leilão de swap cambial reverso, cujo efeito é semelhante ao de uma compra de moeda no mercado futuro.

Bovespa
No mercado de ações, o dia foi de correções. Depois de ter caído por quatro sessões consecutivas, o Índice Bovespa teve alta de 0,56%, aos 52.552,79 pontos. A valorização aconteceu a despeito das baixas generalizadas no mercado acionário externo, que voltou a demonstrar preocupação com o ritmo da economia global.

Emprego
Além da queda de 2,4% no preço do minério de ferro e da volatilidade das cotações do petróleo, os investidores internacionais repercutiram resultados corporativos negativos e dados de emprego abaixo do esperado no setor privado dos Estados Unidos em abril. No entanto, o pessimismo foi limitado por indicadores que superaram as previsões, como a alta de 1,1% da encomendas à indústria em março, acima da expectativa de +0,8%. Puxados por Bradesco PN (+4,27%), também subiram Itaú Unibanco PN (+2,46%), Banco do Brasil ON (+2,15%) e Santander Unit (+2,39%).

Petrobras
Mesmo com a volatilidade do petróleo, as ações da Petrobras se mantiveram em alta significativa. Pesou positivamente a notícia de que a estatal concluiu duas operações de venda de ativos, na Argentina e no Chile, no valor de US$ 1,4 bilhão. Ao final do pregão, Petrobras ON e PN tiveram altas de 1,09% e 1,43%, respectivamente.

Vale
Já os papéis da Vale lideraram as quedas do Ibovespa. Com perdas de 6,75% (ON) e 5,34% (PNA), as ações responderam à baixa do minério de ferro e à notícia de que o Ministério Público Federal cobra R$ 155 bilhões da Samarco e suas sócias (Vale e BHP) como ressarcimento pelo acidente ambiental de Mariana.

Juros
Os juros futuros de longo prazo voltaram a fechar em alta, enquanto os curtos mantiveram-se perto dos ajustes anteriores. O avanço foi determinado por um movimento de realização de lucros em meio às incertezas do quadro político doméstico e da cautela no exterior. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 tinha taxa de 13,665%, de 13,655% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 subiu de 12,75% para 12,80%. O DI janeiro de 2021 avançou de 12,49% para 12,63%.

(Agência Estado)

mockup