Dólar
Uma nova onda de preocupações com o ritmo da economia global, em especial a chinesa, voltou a aumentar a aversão ao risco, com os investidores estrangeiros dando preferência a ativos considerados seguros. O mercado brasileiro de câmbio foi afetado ontem pela aversão a risco, embora outros fatores também tenham contribuído para a alta de 2% do dólar, que fechou cotado a R$ 3,5650 no mercado à vista. No Brasil, o Banco Central acabou vendendo 9.800 dos 20.000 contratos de swap cambial reverso. A operação, cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro, representou a retirada de US$ 490 milhões do sistema.

Bovespa
A aversão ao risco no mercado internacional derrubou as bolsas de valores em todo o mundo e foi determinante para levar a Bovespa a fechar em queda de 2,43% ontem, aos 52.260,18 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 6,80 bilhões, abaixo da média das últimas semanas. A preocupação dos investidores com dados do balanço trimestral do Itaú Unibanco derrubou as ações de todo o setor financeiro, o que reforçou o ímpeto vendedor na bolsa brasileira.

Commodities
As commodities reagiram com baixa expressiva. O minério de ferro teve queda de 4,1%, refletindo o temor da desaceleração industrial na segunda maior economia do mundo. O petróleo recuou 2,52% na Nymex e 1,88% na ICE, influenciado pelo temor de persistência do excesso de oferta em relação à demanda. Afetadas pelas quedas dessas commodities, as ações da Vale perderam 6,09% (ON) e 6,53% (PNA), e as da Petrobras recuaram 3,39% (ON) e 3,83% (PN).

Bancos
As ações do Itaú Unibanco mergulharam em forte desvalorização e contaminaram outros papéis do setor bancário. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso na composição do Ibovespa, terminou o dia em queda de 5,76%. Além da queda de 9,58% no lucro do banco entre janeiro e março, divulgado pela manhã, pesou nas ações o aumento de 31% das provisões para créditos duvidosos. Diante do temor de maior risco de calotes no sistema financeiro, também fecharam em baixa Banco do Brasil ON (-5,15%), Bradesco PN (-2,09%) e Santander Unit (-1,42%).

Taxas de juros
Os juros futuros encerraram a sessão em alta nos vencimentos longos e estáveis, mas com viés de queda em alguns contratos, no trecho curto da curva a termo. Ao término da etapa regular da sessão na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 tinha taxa de 13,655%, de 13,660% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 fechou estável em 12,75%. O DI janeiro de 2021 subiu de 12,41% para 12,49%.

Indústria
O resultado da produção industrial brasileira em março, que subiu 1,4% ante fevereiro, ficou dentro do esperado pelo mercado e não chegou a mexer com os negócios. As estimativas eram de crescimento entre 0,30% e 3,60%, com mediana de 1,50%.

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