Sobe
dólar
Cai
Ibovespa

Dólar
Depois de ter recuado 3,63% na semana passada, o dólar voltou a sofrer pressão de compra e fechou em alta de 1,68% ontem, cotado a R$ 3,4952 no mercado à vista. O avanço foi atribuído principalmente ao leilão de contratos de swap cambial reverso promovido pelo Banco Central pela manhã, cujo efeito equivale à compra de dólares no mercado futuro. Profissionais também citaram algumas especulações em torno do cenário político, em especial sobre a possibilidade de um governo comandado por Michel Temer tentar evitar uma desvalorização maior da moeda americana.

Ibovespa
Depois de ter enfrentado alguma volatilidade pela manhã, o Índice Bovespa teve uma tarde de oscilações contidas e fechou em baixa de 0,65%, aos 53.561,53 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 5,85 bilhões, bem abaixo da média diária de abril (R$ 8,33 bilhões). Os negócios com ações foram influenciados principalmente pelo desempenho negativo do setor financeiro. Com forte participação na carteira do Ibovespa, as ações de grandes bancos recuaram durante todo o dia, influenciadas principalmente pela notícia do pedido de recuperação judicial da Sete Brasil, que fez surgir o temor da necessidade de um aumento de provisões.

Bancos
O setor bancário já vinha sofrendo desde a semana passada, quando o resultado trimestral do Bradesco mostrou aumento de provisões por conta de créditos com risco de default. As quedas foram lideradas por Itaú Unibanco PN, que recuou 2,77%, seguida por Banco do Brasil ON (-2,53%) e Bradesco PN (-1,97%).

Juros
Os juros futuros de curto prazo fecharam em ligeira alta e os longos ficaram estáveis ontem. A ponta curta reagiu ao avanço do dólar e à inflação pressionada nas pesquisas de ponta do monitor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Além disso, profissionais ainda citavam as especulações de que o próximo presidente do Banco Central, num eventual governo de Michel Temer, será de linha ortodoxa. Com isso, houve correção das apostas de queda da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de junho. Ao término da sessão regular, o volume de contratos negociados era bastante reduzido, refletindo, em parte, feriados em alguns mercados internacionais. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 encerrou em 13,66%, de 13,60% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2018 fechou em 12,75%, de 12,71%. E o DI janeiro de 2021 terminou estável em 12,41%.

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