Desceu
Dólar
Subiu
Vale

Dólar
A queda do dólar ontem, no mercado externo, favoreceu o recuo da moeda americana também no Brasil. No mercado à vista, a divisa terminou o dia em baixa de 0,92% frente ao real, cotada a R$ 3,4921. A baixa no mercado externo esteve relacionada principalmente às decisões de política monetária do Federal Reserve e do Banco do Japão, além do avanço do petróleo. No mercado à vista, o dólar chegou a marcar a máxima de R$ 3,5220 (-0,08%) às 10h21. Nenhum leilão de swap cambial reverso (equivalente à compra de dólares no mercado futuro) foi feito ontem, o quarto dia consecutivo sem atuações do BC.

Bovespa
A Bovespa cedeu a um movimento de realização de lucros e fechou em baixa de 0,30%, aos 54.311,97 pontos ontem, depois de ter subido 5,04% em dois pregões. O volume de negócios totalizou R$ 7,77 bilhões, o segundo maior da semana. No acumulado de abril, o Ibovespa acumula ganho de 8,50%.

Em alta
As ações da Vale fecharam em alta de 1,75% (ON) e de 1,83% (PNA), impulsionadas pela divulgação do resultado financeiro do primeiro trimestre do ano, que animou os investidores. A empresa reportou lucro líquido de US$ 1,776 bilhão, depois de dois trimestres consecutivos de prejuízo.

Revés
No sentido inverso ao da Vale estiveram as ações do Bradesco, que recuaram. As despesas do banco com provisões para devedores duvidosos aumentaram mais de 50% na comparação com o mesmo período do ano passado, num claro indicativo de maior inadimplência. Ao final do dia, Bradesco PN e ON caíram 1,62% (ON) e 2,05% (PN).

Petróleo
Os preços do petróleo se mantiveram com ganhos firmes e atingiram os níveis mais altos desde novembro de 2015, sustentando as ações da Petrobras em alta na maior parte do dia. As ações ordinárias da Petrobras fecharam em alta de 1,27%. As preferenciais não sustentaram o movimento de alta e acabaram cedendo 0,20%.

Taxas de juros
Os juros futuros encerraram a sessão de ontem em alta, motivada por ajustes ao comunicado considerado conservador da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a Selic em 14,25% ao ano em votação unânime, e também por um movimento de realização de lucros. Houve ainda influência da oferta robusta de 13 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) no leilão do Tesouro, vendida integralmente. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 projetava 13,640%, de 13,530% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2018, que ontem no ajuste anterior marcou 12,68%, estava em 12,76%. E o DI janeiro de 2021 fechou em 12,70%, de 12,57%.

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