Bovespa
Em alta firme pelo segundo dia consecutivo, o Índice Bovespa fechou com ganhos de 2,63% e atingiu 54.477,78 pontos, maior patamar desde 25 de maio de 2015. O volume de negócios foi o maior da semana até agora, totalizando R$ 8,31 bilhões. Mais uma vez, a alta da bolsa brasileira foi comandada por ações de empresas ligadas a commodities.

Fed
O novo rali no mercado de ações aconteceu em meio a uma agenda interna e externa variada e significativa. A reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), as especulações em torno de nomes para o ministério de um eventual governo Michel Temer e o encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) estiveram no radar durante todo o dia.

Petróleo
Analistas afirmam que parte da nova puxada do Ibovespa se deve à recuperação dos preços do petróleo, que ontem fecharam nas máximas do ano. Os contratos futuros novamente reagiram à expectativa de redução da oferta global da commodity. Na Nymex, o WTI para junho fechou com alta de US$ 1,29 (2,93%), a US$ 45,33 por barril, e na ICE o Brent para mesmo mês subiu US$ 1,44 (3,15%), para US$ 47,18 por barril.

Petrobras
A alta do petróleo melhorou o apetite por risco no mercado internacional e deu novo impulso aos ativos de países emergentes e exportadores de commodities. As ações da Petrobras, diretamente influenciadas pela recuperação dos preços da commodity, terminaram o dia com valorização de 4,85% (ON) e de 6,00% (PN).

Impeachment
O outro incentivo para as ordens de compra de ações foi o cenário político, que vai aos poucos desenhando os contornos de um novo governo. O mercado já trabalha com o dia 11 de maio como data do afastamento da presidente Dilma Rousseff e já tem como quase certo o nome de Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda do governo Michel Temer.

Dólar
Em meio à expectativa pelas decisões de política monetária no Brasil e nos EUA e com os investidores atentos ao cenário político, o dólar à vista alternou sinais e terminou o dia estável, cotado a R$ 3,5247. Na máxima do dia, registrada no início da tarde, a moeda americana chegou a ser negociada por R$ 3,5558 (+0,89%). Segundo operadores, a alta naquele momento foi determinada pelo fluxo cambial negativo, com uma remessa de recursos ao exterior.

Juros
Os juros futuros de curto prazo encerraram a sessão perto dos ajustes anteriores, com viés de baixa, enquanto os longos recuaram, numa sessão de forte volume de contratos negociados. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, as principais taxas estavam nas mínimas do dia. O DI outubro de 2016 fechou em 13,87%, ante 13,86% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2017 cedeu de 13,545% para 13,530%. O DI janeiro de 2018 caiu de 12,79% para 12,68%. O DI janeiro de 2021 terminou em 12,57%, de 12,76%.

(Agência Estado)

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