Dólar
O mercado de câmbio teve um dia relativamente tranquilo ontem com oscilações contidas. O principal fator do dia foi a ausência dos leilões de swap reverso do Banco Central, equivalentes à compra de dólares no mercado futuro. Sem a pressão compradora do BC, o dólar à vista fechou em queda de 0,51%, aos R$ 3,5487. No mercado futuro, a moeda para maio, que encerra às 18 horas, cedia 0,74% no fim da tarde, aos R$ 3,5550. No início da sessão, o viés negativo para o dólar era justificado por esta ausência do BC nos negócios e pelo exterior. Lá fora, o dólar cedia ante várias divisas de exportadores de commodities. A moeda americana chegou à registrar leve ganho (+0,07%, aos R$ 3,5693) às 9h21 no Brasil, mas apenas pontualmente. No restante do tempo, se manteve no território negativo - inclusive quando, mais tarde, o dólar passou a subir no exterior.
A cotação mínima do dia no Brasil, de R$ 3,5406 (-0,74%), foi vista às 14h31, quando o dólar já registrava ganhos ante várias divisas no exterior. No entanto, a oscilação entre a máxima e esta mínima, de apenas -0,80%, mostra o quanto a volatilidade foi menor ontem.

Ibovespa
O mercado acionário brasileiro teve ontem seu terceiro pregão seguido de baixa e, novamente, determinada pela deterioração do cenário internacional. O Índice Bovespa terminou o dia em queda de 1,98%, aos 51.861,71 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 5,72 bilhões, bem abaixo da média do mês, num sinal da cautela do investidor diante das indefinições dos cenários interno e externo.

Copom
No ambiente político doméstico, os players monitoraram as especulações em torno de nomes para a equipe econômica de um eventual governo Michel Temer (PMDB-SP). No cenário externo, foram acompanhados de perto os sinalizadores do ritmo econômico global, em meio à expectativa pela decisão de política monetária nos juros nos Estados Unidos, amanhã. Nesse mesmo dia acontece a reunião do brasileiro Copom.

Juros
Os juros futuros fecharam a sessão de ontem em queda, refletindo principalmente a expectativa otimista do mercado financeiro com a composição da equipe econômica num eventual governo Michel Temer. Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2016 tinha taxa de 14,077%, de 14,075% no ajuste da sexta-feira. O DI para janeiro de 2017 estava em 13,485%, de 13,520% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2018 caiu de 12,77% para 12,72%. Nos contratos longos, o DI janeiro de 2021 encerrou em 12,75%, de 12,90% no último ajuste.

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