Bovespa
sobe
Dólar
desce

Dólar
O dólar fechou ontem em queda, influenciado pela desvalorização da moeda americana ante diversas divisas no exterior, onde várias commodities se apreciaram. Assim, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 3,5300, em queda de 2,09%.

Ausência
Além do recuo firme do dólar ante várias divisas estrangeiras, o mercado cambial brasileiro também foi influenciado pela ausência do Banco Central (BC) nos negócios. Ontem, o BC não realizou leilões de swap cambial reverso, o que equivale à compra de dólar no mercado futuro.

Impeachment
Ao longo de toda a negociação, investidores e analistas mantiveram-se atentos ao cenário político, ainda que o noticiário não tenha trazido novidades a ponto de fazer preço. A comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado deve ser instalada na próxima terça-feira, segundo o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). A composição da equipe econômica em um eventual governo Michel Temer também chama a atenção dos agentes no mercado financeiro, mas segue em segundo plano.

Petróleo
Os contratos de petróleo fecharam com variação positiva, com os investidores deixando para trás a ausência de um acordo na reunião de Doha e focando em problemas em alguns países que podem reduzir o excesso de oferta global. Um deles é uma greve de trabalhadores do setor de petróleo no Kuwait, que deve tirar cerca de 2 milhões de barris por dia do mercado. O contrato do WTI para junho, que já é o mais negociado, fechou com alta de 3,10%, a US$ 42,47 por barril, na Nymex. O Brent para o mesmo mês subiu 2,61%, a US$ 44,03 por barril, na ICE.

Bovespa
A Bovespa fechou em alta influenciada pelo exterior, onde houve uma apreciação de commodities e uma maior disposição de investidores para apostar em ativos de risco. Nesse contexto, o Ibovespa encerrou o pregão aos 53.710,05 pontos (+1,54%). O giro foi maior que a média diária no ano e totalizou R$ 7,9 bilhões. Ao longo do pregão, investidores e analistas mantiveram-se atentos ao cenário político.

Alta
As ações que mais contribuíam para a valorização do Ibovespa foram as do setor de mineração (Vale PNA, +8,72%) e siderurgia (Usiminas PNA, +10,63%, e CSN ON, +9,92%), reagindo à alta de commodities no exterior. A Petrobras também teve forte alta (ON, +5,01%, e PN, +4,11%) diante da valorização do petróleo nos mercados futuros de Londres e Nova York.

Juros
O DI para janeiro de 2017 encerrou a sessão regular a 13,520%, ante 13,480% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2018 terminou com taxa de 12,80%, ante 12,82% no ajuste da véspera. E o DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 12,90%, de 12,86% no ajuste anterior.

(Agência Estado)

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