Dólar
subiu
Taxa de juros
desceu

Dólar
No mercado de câmbio, a percepção de que o processo de impeachment será aprovado na Câmara era forte ontem, mas o dólar à vista subiu pela primeira vez na semana, aos R$ 3,5263 (+1,42%). Isso porque a perspectiva de impeachment já estava tão precificada que os leilões do Banco Central finalmente conseguiram sustentar as cotações. Na prática, o dólar quebrou em parte o roteiro visto nesta semana. O Banco Central realizou grandes operações de swap cambial reverso - equivalentes à compra de dólares no mercado futuro - pela manhã, o que deu sustentação às cotações. À tarde, porém, o dólar não perdeu força como em dias anteriores e se manteve em alta.

Swap
Profissionais ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, disseram que, após o forte movimento de desmontagem de posições compradas em dólar nos últimos dias, ontem os players se mostraram mais cautelosos. A derrota do governo na votação de domingo está precificada e, por isso, os leilões do BC mantiveram a moeda americana no território positivo. O Banco Central colocou ontem, em três leilões de swap reverso, 88,5 mil contratos. Na prática, é como se o BC tivesse retirado do sistema US$ 4,425 bilhões.

Bovespa
Os ativos no Brasil voltaram a refletir ontem a avaliação que tomou conta dos mercados nesta semana: a de que o processo de impeachment será aprovado na Câmara. A sensação de que o governo Dilma Rousseff caminha para o fim, apesar dos esforços da base aliada, fez a Bovespa subir 1,56% ontem, aos 53.227,74 pontos. Desde cedo, investidores buscavam ativos de maior risco, como as ações, à espera da votação de domingo na Câmara.

Bolsa
Petrobras ON subiu 3,92% e o papel PN da estatal teve alta de 5,79%, enquanto Vale ON avançou 2,20%, e Vale PNA teve ganhos de 3,55%. Os dois ativos, referenciais na Bovespa, reagiram diretamente à questão política. Prova disso é que, no exterior, hoje foi dia de queda do petróleo e do minério de ferro, o que geralmente penaliza as ações dessas companhias no Brasil.

Juros
A expectativa de aprovação do processo de impeachment em votação na Câmara, intensificada nesta semana, voltou a conduzir a queda das taxas dos contratos futuros de juros ontem. A taxa do DI para janeiro de 2017 fechou a sessão regular em 13,60%, ante 13,650% do ajuste de anteontem, e o vencimento para janeiro de 2018 marcou 12,96%, ante 13,11%. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2021 indicou 13,04%, igual ao ajuste anterior.
(Agência Estado)

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