MERCADO FINANCEIRO
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Dólar
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Dólar
O dólar fechou ontem em baixa de 0,15%, cotado a R$ 3,4858, mesmo após o Banco Central promover cinco leilões de contratos de swap cambial reverso, que equivalem à compra de dólares. O cenário político continuou a guiar os negócios no mercado de câmbio, que reduz posições em moeda estrangeira apostando no crescimento das chances de avanço do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Impeachment
A dois dias do início da sessão de votação do impedimento no plenário da Câmara, os investidores continuaram a acompanhar o placar de intenção de voto dos deputados. Um dos principais destaques do dia no cenário político foi uma entrevista da presidente a colunistas em Brasília. Indagada se participaria de um pacto político em caso de derrota, Dilma disse que, nesse cenário, ela seria "carta fora do baralho". A frase foi interpretada sobretudo como uma primeira admissão da possibilidade de impeachment.
Queda
O fato contribuiu para a queda do dólar à tarde. Pela manhã, a moeda havia chegado a subir até a máxima de R$ 3,5609 (+2%), ante a expectativa de novos leilões de swap reverso. A alta não se sustentou e o dólar inverteu a tendência à tarde, a despeito da realização de novos leilões. No total, a autoridade monetária acabou por promover cinco operações, com as quais vendeu 105.000 contratos, equivalentes a US$ 5,250 bilhões. Apesar da ação agressiva do BC, o dólar continuou a cair.
Bovespa
A Bovespa teve mais um dia de ganhos expressivos, novamente sustentados pelo otimismo em relação ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O Índice Bovespa teve alta de 2,21% e fechou aos 53.149,84 pontos, maior patamar desde 14 de julho de 2015.
Petrobras
Além do cenário político, os investidores contaram com a referência positiva do cenário internacional. Mesmo com o petróleo em baixa, as bolsas de Nova York operaram em alta durante todo o dia. As ações da Petrobras terminaram o dia com ganhos de 4,23% (ON) e de 5,32% (PN). As três ações da carteira Ibovespa com a maior valorização porcentual foram a ON da CSN (+20,33%), mesmo depois da alta de 20,62% de terça-feira. Em seguida, apareceram a PN da Gerdau Metalúrgica (+13,41%) e a PNA da Usiminas (+11,56%).
Juros
Ao final da sessão regular, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 tinha taxa de 13,65%, de 13,75% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2018 caiu de 13,39% para 13,17%. O DI janeiro de 2021 encerrou na mínima de 13,14%, de 13,48%.
(Agência Estado)





