MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
sobe
Dólar
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Swap
A despeito do esforço do Banco Central com leilões de swap reverso, o dólar à vista encerrou ontem os negócios em queda e marcou a menor cotação desde 20 de agosto de 2015. A moeda americana caiu 0,19% ante o real, aos R$ 3,4911.
Ativos
A principal justificativa de operadores e analistas para o fortalecimento do ativo doméstico foi o cenário político. O aumento do número de votos na Câmara a favor do impeachment (300), a despeito da maior aderência de deputados contra o impedimento (125), conforme levantamento do Grupo Estado, foi uma das notícias citadas como justificativa para o fortalecimento dos ativos domésticos.
BC
Esse resultado mostra que o mercado não refletiu o resultado esperado pelo Banco Central para os cinco leilões de swap reverso convocados ontem. No total, o BC ofereceu 160 mil contratos, o que equivale a uma oferta de compra de aproximadamente US$ 8 bilhões no mercado futuro.
Dólar
A oferta na parte da manhã de 40 mil contratos de swap reverso chegou a conduzir o dólar para cima. Ainda no primeiro turno dos negócios, a moeda bateu a máxima aos R$ 3,5622. Na mínima, observada logo após o anúncio do último leilão pelo BC, a moeda cedeu aos R$ 3,4896. No mercado futuro, a moeda para maio também reagiu ao cenário político. Depois de exibir valores maiores, encerrou o dia em ligeira alta, de 0,03%, a R$ 3,5120.
Bovespa
O Ibovespa fechou em alta de 3,66% aos 52.001,86 pontos, a maior pontuação desde 17 de julho do ano passado. O avanço mostra a euforia de investidores e operadores com o fortalecimento da tese de investimento que se baseia no impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Altas
Entre as maiores altas, os destaques foram a Vale ON (+10,43%) e a Vale PNA (+10,94%). Além do cenário político, esses papéis reagiram positivamente à valorização do minério de ferro no mercado internacional. As ações da Petrobras também tiveram uma influência altista da commodity, no caso o petróleo. A PN fechou em alta de 7,63%, e a ON, em +8,93%.
Juros
O aumento da probabilidade de o impeachment da presidente Dilma Rousseff ser aprovado no plenário da Câmara dos Deputados também induziu investidores no mercado de juros a acreditarem na melhora da economia nos próximos anos. O DI para janeiro de 2017 encerrou em 13,750%, ante 13,760%. O DI para janeiro de 2018 estava a 13,390%, de 13,400% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2021 estava em 13,480%, de 13,570%, e o vencimento para janeiro de 2025 caiu de 13,86% para 13,72%.
(Agência Estado)





