MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
subiu
Dow Jones
desceu
Incertezas
As incertezas do cenário político levaram o dólar a fechar em alta de 1,24% ontem, cotado a R$ 3,6855 no mercado à vista. As notícias do dia não animaram o mercado de câmbio, onde a redução das apostas no impedimento voltou a incentivar a compra de dólares. Pesa a percepção de que as articulações do governo para sustentar o mandato de Dilma possam de fato surtir efeito. Além disso, há ainda dúvidas quanto ao eventual substituto da presidente, uma vez que, por determinação do STF, será formada uma comissão para analisar o pedido de impeachment do vice Michel Temer.
Dólar
Em meio às incertezas, o dólar subiu durante todo o dia. Na mínima da sessão, às 9h54, marcou R$ 3,6484 (+0,22%) e, na máxima, às 13h19, atingiu R$ 3,7130 (+1,99%). No pico do dia, a moeda refletiu ainda movimento de zeragem, no intraday, de posições vendidas de alguns players. Pela manhã, o Banco Central realizou leilão de até 20 mil contratos de swap cambial reverso (US$ 1 bilhão), em operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro. No entanto, apenas 8,5 mil contratos (US$ 422,8 milhões) foram colocados. No fim da manhã, a instituição vendeu outros 5,5 mil contratos de swap tradicional (US$ 268 milhões) para rolagem dos vencimentos de maio.
Bovespa
A Bovespa andou na contramão das quedas das bolsas americanas e da desvalorização do real e fechou em alta de 0,87%, aos 48.513,10 pontos. Na máxima do dia, o Ibovespa chegou a atingir os 48.940 pontos (+1,76%), num movimento atribuído principalmente à proximidade do vencimento de opções sobre o Ibovespa (no dia 13). Nos EUA, o índice Dow Jones perdeu 174,09 pontos (0,98%) e fechou aos 17 541,96 pontos; o S&P 500 caiu 24,75 pontos (1,20%), para 2 041,91 pontos; e o Nasdaq recuou 72,36 pontos (1,47%), e fechou aos 4.848,37 pontos.
Taxas de juros
As taxas de juros negociadas no mercado futuro subiram ontem pela quarta sessão consecutiva, refletindo principalmente, como no mercado de dólar, o enfraquecimento das apostas no impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com isso, indicadores econômicos ou pronunciamentos de membros da equipe econômica acabaram por ficar em segundo plano.
Índices
Entre os poucos indicadores econômicos, o destaque do dia foi o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que avançou 0,43% em março, após subir 0,79% em fevereiro. A taxa ficou dentro do intervalo das projeções do mercado financeiro, que estimavam um avanço de 0,32% a 0,60%, e abaixo da mediana de +0,48%, de acordo com as instituições ouvidas pelo AE Projeções. Nos negócios do período regular da BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 teve taxa de 13,88%, contra 13,84% do ajuste de anteontem. O vencimento de janeiro de 2018 ficou em 13,77%, contra 13,67%. O DI para janeiro de 2021 projetou 14,16%, ante 14,12% do ajuste da véspera.
(Agência Estado)





