Dólar
subiu
Taxa de juros
caiu

Incerteza
O dólar à vista encerrou ontem em alta, em mais um dia de forte incerteza sobre o futuro do governo de Dilma Rousseff. A moeda fechou cotada a R$ 3,6813, em alta de 1,76%. No exterior, a divisa americana também valorizou-se. Apesar da influência altista vinda de fora, o que mais preponderou para esse fechamento próximo da máxima do dia (R$ 3,6835) foi a dificuldade de prever o desfecho do processo de impeachment, segundo afirmaram profissionais do mercado de câmbio.

Impeachment
Os investidores continuaram o movimento iniciado ontem de recomposição de posições na moeda americana. "A incerteza em torno do processo (de afastamento da presidente eleita) aumentou, e o mercado decidiu frear aquele otimismo exagerado, que vinha fazendo a moeda cair", resumiu o economista Sidney Nehme, da NGO Corretora, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. "O impeachment não será tão fácil quanto parece."

Bovespa
A Bovespa fechou em alta ontem, um dia de fraca agenda econômica no Brasil e de forte incerteza sobre o futuro do governo de Dilma Rousseff. O Ibovespa encerrou com um avanço de 0,56% aos 49.053,62 pontos, conduzido pelas blue chips e, especialmente, pela Petrobras. As ações da petroleira foram responsáveis por cerca de 13% do giro financeiro do dia, que finalizou em R$ 5,686 bilhões. O cenário político causou reações ora positivas, ora negativas. Isso explica, ainda que em parte, o fato de o Ibovespa ter marcado uma alta de 1,74% na máxima e uma baixa de -1,29% na mínima.

Petrobras
No ranking das maiores altas do Ibovespa ontem estão alguns dos papéis que sofreram as maiores quedas anteontem, entre eles a Petrobras. A petroleira fechou em alta de 2,29% (ON), sendo que ontem havia caído 8,83%, e com um avanço de 3,30% (PN), depois de ter recuado 9,33% na segunda-feira.

Taxas de juros
Os juros futuros encerraram a sessão de ontem praticamente de lado, com viés de queda em alguns contratos, anulando o movimento de alta da parte da manhã. Segundo profissionais do mercado de renda fixa, os negócios foram conduzidos mais uma vez pelo cenário político, em um dia sem grandes surpresas ou inflexões e agenda macroeconômica bastante fraca. As taxas também foram influenciadas pelo dólar na primeira parte dos negócios, que sobe ante o real e perante várias divisas ligadas a commodities ou a economias em desenvolvimento.

Vencimentos
Ao término da negociação regular, o DI com vencimento em janeiro de 2017 projetava 13,800%, de 13,805% no ajuste da segunda-feira. O DI para janeiro de 2018 caía de 13,660% para 13,620%. Nos longos, o contrato para janeiro de 2019 encerrou em 13,82%, de 13,86% no último ajuste, e o contrato para janeiro de 2021 indicava 13,99%, vindo de 13,98% no ajuste anterior.

(Agência Estado)

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