MERCADO FINANCEIRO
Dólar
desceu
JBS ON
subiu
Otimismo
O dólar à vista terminou o último dia de março em baixa de 0,61%, cotado a R$ 3,5913. Com esse resultado, a moeda norte-americana acumulou queda de 10,09% frente ao real. Essa desvalorização no mês reflete essencialmente a repercussão de fatores políticos que enfraqueceram o governo Dilma Rousseff. Os investidores reagiram de maneira otimista ao aumento das chances de uma troca de governo, por estarem convencidos de que um impeachment presidencial seria a solução para os impasses político e econômico. O ponto máximo até agora foi a saída do PMDB da base de apoio a Dilma, oficializada na última terça-feira, 29. Desde então, a busca do governo por contraofensivas trouxe incertezas ao cenário e favoreceu as correções em baixa na Bovespa.
Pressão
O mercado de câmbio também foi influenciado por fatores específicos. A pressão dos investidores "vendidos" na formação da Ptax do último dia de março e a venda de apenas 17% da oferta do Banco Central de swaps cambiais reversos trouxeram forte pressão de baixa para o dólar. Tanto que a moeda americana chegou a cair mais de 2% durante a manhã. À tarde, passada a Ptax, houve certa correção nas cotações e o dólar ganhou força. As discussões no STF reforçaram esse movimento.
Bovespa
O mercado brasileiro de ações sucumbiu a uma forte onda de correções, que levou a Bovespa a fechar em queda de 2,33%, aos 50.055,27 pontos, ontem. Mesmo com esse resultado, o Índice Bovespa ainda terminou o mês de março com valorização de 16,97%, a maior alta mensal desde outubro de 2002. A queda das ações no pregão desta quinta-feira foi atribuída em parte a uma realização dos lucros recentes, mas também a dúvidas do cenário político.
Ações
Entre as 61 ações que fazem parte do Ibovespa, apenas três fecharam em alta: JBS ON (+3,11%), Qualicorp ON (+1,99%) e Rumo Logística ON (+1,21%). Já as maiores baixas do índice ficaram com Klabin Unit (-6,17%), Lojas Americanas PN (-5,22%) e Marfrig ON (-4,56%).
Taxas de juros
O último dia de março foi marcado por alta generalizada e significativa das taxas de juros negociadas no mercado futuro. A recomposição de prêmios respondeu basicamente a dois fatores: o tom mais cauteloso do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do Banco Central e as dúvidas que começam a pairar em torno do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nos negócios na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para liquidação em janeiro de 2017 chegou ao final dos negócios na etapa regular com taxa de 13,885%, ante 13,760% do ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2018 projetou 13,72%, de 13,46% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2021 teve a taxa elevada de 13,62% para 13,91%.
(Agência Estado)





