Subiu
Ibovespa
Desceu
Dólar

Desvalorização
O recuo do dólar no exterior e o fato de o Banco Central, em operação com swaps reversos, ter vendido apenas uma parcela dos contratos oferecidos fizeram com que o dólar recuasse ontem ante o real. A política também continuou permeando os negócios, com notícias que mostraram a reação do governo à saída do PMDB da base aliada, mas o viés negativo prevaleceu e a moeda americana fechou em baixa de 0,62%, aos R$ 3,6132.

Frustração
Os extremos nas cotações foram vistos ainda na primeira hora de negócios. Às 9h16, quando o mercado ainda aguardava o leilão de swap reverso (equivalente à compra de dólares no mercado futuro) do BC, o dólar à vista foi cotado na máxima de R$ 3,6474 (+0,33%). Após o leilão, a instituição informou a colocação de apenas 3 mil contratos (US$ 148,3 milhões ou 15%) dos 20 mil oferecidos. O relativo fracasso da operação, já que anteontem o BC havia vendido quase 98% da oferta, também de 20 mil contratos, fez o dólar virar para o negativo e marcar às 9h52 a mínima de R$ 3,5995 (-1,00%).

Causas externas
Lá fora, o fato de o petróleo estar apresentando ganhos firmes e os comentários feitos no dia anterior pela presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen, considerados suaves, justificavam o recuo do dólar ante divisas de exportadores e emergentes.

Bovespa
A Bovespa chegou a subir mais de 2% pela manhã, influenciada pelo exterior, mas desacelerou à tarde em meio ao noticiário político doméstico e a um movimento de realização dos lucros mais recentes. Assim, encerrou o dia com uma alta de 0,18% e marcou 51.248,92 pontos. Profissionais de renda variável afirmaram que as notícias da tarde sinalizaram algum sucesso da presidente Dilma Rousseff em estabelecer uma nova base aliada. Apesar do vaivém ao longo da sessão e da alta modesta no fechamento, o Ibovespa acumula uma alta de 3,21% na semana e de 19,76% no mês. Na máxima do dia, chegou aos 52.262 pontos. Na cotação mínima, caiu 0,50% aos 50.900 pontos.

Juros
O mercado de juros engrenou um movimento mais forte de realização de lucros. Ao término da negociação regular, o DI janeiro de 2017 estava em 13,760% (máxima), ante 13,725% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 fechou com taxa de 13,46% (máxima), de 13,30%. Nos longos, o DI janeiro de 2021 subiu de 13,50% para 13,62%. (Agência Estado)

mockup