MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Dólar
Contramão
O dólar fechou ontem com leve alta, contrariando a forte desvalorização observada perante várias divisas de economias emergentes ou ligadas a commodities. A depreciação da moeda americana no mundo foi motivada pela fala da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Janet Yellen, considerada "dovish" (suave) e, portanto, menos propensa a novas altas dos juros nos EUA. Segundo operadores, a contrariedade no comportamento do dólar ante o real ocorreu, principalmente, por conta do sucesso do Banco Central (BC) na realização dos leilões de swap reverso ontem.
Nos EUA
A dirigente afirmou esperar que o núcleo do PCE, a medida preferida de inflação do Fed, continue "bem abaixo" da meta de 2% em 2016, ainda que volte a caminhar para a meta em 2017 e 2018. Yellen também mostrou preocupação com leituras mais fracas de outros índices de inflação.
Cotação
O dólar à vista fechou em alta de 0,31%, cotado a R$ 3,6357. A oficialização da saída do PMDB da base aliada do governo Dilma Rousseff não gerou pressão de baixa na cotação. O motivo, segundo profissionais do mercado de câmbio, foi o fato de muitos investidores já terem desmontado posições compradas em dólar para se antecipar ao já previsto desembarque do partido do vice-presidente da República, Michel Temer.
Swap reverso
O BC vendeu ontem 19.520 contratos (US$ 963,5 milhões) no leilão de swap reverso. O número é quase a totalidade da oferta. A operação equivale à compra de dólares no mercado futuro.
Bovespa
A Bovespa fechou em alta de 0,62% aos 51.154,99 pontos, depois de um pregão composto por altos e baixos importantes. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) oscilou entre o patamar mínimo de 50.387 pontos (-0,89%) e o máximo de 51.765 pontos (+1,82%). Parte da valorização foi motivada pela fala de Yellen. Já a reação ao anúncio do PMDB foi morna no mercado de ações, como no mercado de câmbio e de juros futuros. O volume de negócios hoje totalizou R$ 7,099 bilhões.
Juros
Os juros futuros encerraram ontem mais uma vez em queda, precificando a fala de Yellen. As taxas futuras também refletiram o enfraquecimento do dólar na comparação com várias moedas. O DI com vencimento em janeiro de 2017 projetava 13,725%, ante 13,740% no ajuste de anteontem. O DI janeiro de 2018 tinha taxa de 13,30%, de 13,37% no anterior. O DI para janeiro de 2021 indicava 13,50%, ante 13,71%. (Agência Estado)





