MERCADO FINANCEIRO
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São Paulo A expectativa em torno da reunião de hoje do diretório PMDB, da qual se espera a decisão pelo rompimento do partido com o governo, deu ontem o tom dos negócios com câmbio e ações. O possível desembarque do partido resultaria na saída de outras siglas da base aliada do governo, tornando o impeachment da presidente Dilma Rousseff inevitável. Essa leitura fez o dólar à vista cair 1,54% frente ao real, cotado a R$ 3,6244. A valorização do real reflete a visão dos investidores de que a possível saída de Dilma poderia colocar fim à crise política e dar início efetivo ao combate de problemas fiscais do País.
Balança
As cotações também já eram em parte influenciadas pelos dados mais recentes da balança comercial brasileira. Houve superávit comercial de US$ 1,277 bilhão na quarta semana de março. No mês, o saldo líquido é positivo em US$ 3,982 bilhões e, no ano, positivo em US$ 7,946 bilhões.
Bovespa
A proximidade da reunião do diretório PMDB também deu o tom dos negócios com ações ontem e fez o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechar em alta de 2,38%, aos 50.838,23 pontos. Papéis das estatais Banco do Brasil e Petrobras foram destaque na lista de maiores altas. Ao final do pregão, Petrobras PN e ON subiram 8,07% e 6,41%, respectivamente. Já BB ON avançou 5,85%.
Educação
Por outro lado, as ações do setor de educação foram penalizadas pela expectativa de mudanças em um governo peemedebista. Estácio ON foi a maior queda do Ibovespa, com perda de 7,11%, enquanto Kroton ON recuou 4,52% e foi a terceira maior desvalorização do índice. Os papéis caíram com a notícia de que o PMDB prepara uma ampliação do "Uma Ponte para o Futuro", documento lançado no final do ano passado com propostas para a retomada do crescimento econômico. Há sinalizações de mudanças na área educacional, que geram temores com relação aos programas de financiamento estudantil.
Juros
'A semana começou com juros futuros em queda e, como tem sido a tônica das últimas sessões, o movimento foi mais expressivo nos contratos de longo prazo. O principal vetor a comandar os negócios continuou sendo o cenário político. Como normalmente ocorre às segundas-feiras, a liquidez foi bastante reduzida. No fechamento da etapa regular, o DI com vencimento em janeiro de 2017 projetava 13,74%, de 13,83% no ajuste da quinta-feira, e o DI janeiro de 2018 caiu de 13,62% para 13,37%. O DI para janeiro de 2021 encerrou em 13,71%, de 14,07%.
Agência Estado





